A Fortaleza de Juromenha: contributo para o estudo e conservação da muralha islâmica de teipa militar

dc.contributor.advisorPinto, Fernando
dc.contributor.authorBruno, Carla Patrícia de Abreu
dc.date.accessioned2015-08-31T16:10:41Z
dc.date.available2015-08-31T16:10:41Z
dc.date.issued2000
dc.description.abstractIntrodução - A utilização da terra crua como material de construção é tão antiga como o próprio acto de construir. Simplesmente modelada ou moldada, escavada ou empilhada em torrões, utilizada em preenchimento de estruturas, recobrimento de paredes ou apisoada entre taipais, ela tem sido largamente aplicada através de tradições eruditas e populares, desde que os homens começaram a construir simples abrigos, monumentos e cidades. A sua aplicação é vasta no nosso país, constituindo um dos materiais de construção mais utilizados tradicionalmente. Em Portugal, as principais tecnologias de terra são a taipa, o adobe e o tabique de taipa. Verifica-se ainda a sua utilização como material de construção em coberturas na ilha de Porto Santo, nos chamados "tectos de salão". Estas técnicas variam de região para região ao longo do nosso país. A variedade das mesmas traduz não só a passagem dos diversos povos e a presença das diferentes influências mas também as respostas apropriadas às condições específicas de cada região. No entanto, é no Sul que as construções em terra crua aparecem em maior número – a taipa, utilizada em habitações populares, edifícios eruditos, arquitectura religiosa e militar, constitui uma das tecnologias tradicionais mais utilizadas nas regiões alentejana e algarvia. A origem da taipa é desconhecida, sendo característica e comum das culturas mediterrânicas. O seu uso na península ter-se-á intensificado com a ocupação islâmica – o termo tâbiya, de origem berbere, designa o mesmo processo construtivo ao qual os espanhóis chamam tapial, podendo assim ser aceite uma raiz comum do termo. A construção destas paredes monolíticas de terra consiste na compactação de uma mistura muito arenosa, rica em pedra e cascalho, com baixas percentagens de argila, dentro de moldes amovíveis designados por taipais. Estes moldes são constituídos por taipais laterais (por vezes apenas designados por taipais) e comportas (ou frontais), os quais formam uma caixa sem tampa e sem fundo. A sua fixação é assegurada por côvados e costeiros (também de madeira) e por agulhas e pregos (ou alfinetes) metálicos. Nos extremos superiores de cada par de costeiros é passada uma corda (o baraço) à qual é amarrada uma ripa de madeira (a garrocha) que, girando, aperta convenientemente os taipais de encontro às costeiras.por
dc.identifier.authoremailpbruno.pat@gmail.com
dc.identifier.scientificarea739por
dc.identifier.sharewithartespor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/15052
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade de Évorapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectFortaleza de Juromenhapor
dc.subjectFortificações militarespor
dc.subjectMuralha islâmicapor
dc.subjectJuromenha, Évora, Portugalpor
dc.subjectConservaçãopor
dc.titleA Fortaleza de Juromenha: contributo para o estudo e conservação da muralha islâmica de teipa militarpor
dc.typemasterThesis

Files

Original bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
Carla Patrícia de Abreu Bruno - Tese de Mestrado - 108 006.pdf
Size:
191.94 MB
Format:
Adobe Portable Document Format

License bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
license.txt
Size:
3.89 KB
Format:
Item-specific license agreed upon to submission
Description: