É bem melhor comê-lo que estudá-lo, mas leia-o quem não pode mastigá-lo. As culinárias francesa, inglesa e portuguesa ao sabor de Ramalho Ortigão

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Paula Alexandra Guimarães

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A apetência de Ramalho pelo objeto culinário nunca escapa, totalmente, a uma carnavalesca inspiração rabelaisiana, a um permanente apelo de desordem e eufórico excesso. Objeto de desejo, a comida adquire valor simbólico, socializa-se. Espaço de festa, torna-se jantar, sem perder, de todo, o seu caráter subversivo. Torna-se linguagem - mas uma linguagem que se come não pode deixar de exigir toda uma semiótica substancial¬mente diferente. Optando por uma abordagem global do discurso de Ramalho Ortigão, mobilizo aqui, como corpus preferencial, as obras Em Paris, John Bull e Pela Terra Alheia. Do mesmo modo, procurarei aqui cruzar esses elementos com a conceptualização que, no domínio imagológico, se tem enriquecido com as reflexões de comparatistas como Joep Leerssen, Jean-Marc Moura e Daniel-Henri Pageaux.

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Vilela, Ana Luísa. “É Melhor Comê-lo que Estudá-lo, mas Leia-o Quem Não Pode Mastigá-lo. As Culinárias Francesa, Inglesa e Portuguesa ao Sabor de Ramalho Ortigão”. Paula Alexandra Guimarães (org.), Poéticas Interculturais. Representações Literárias do Outro como Estrangeiro/ Intercultural Poetics. Literary Representations of the Foreign Other. Braga: Humus/ Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, 2019, pp. 187-197. ISBN: 978-989-755-447-6.

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