The multi-functionality and resilience of the Mediterranean landscape: the traditional vegetable gardens from the Southern Portugal and Northern Morocco.

dc.contributor.authorBatista, Desidério
dc.contributor.authorMatos, Rute
dc.contributor.editorDuarte Rodrigues, Ana
dc.date.accessioned2015-04-09T15:35:05Z
dc.date.available2015-04-09T15:35:05Z
dc.date.issued2014
dc.description.abstractÀ paisagem é inerente o indivíduo, a consciência e a experiência, o que a torna de ordem estética. É a realidade estética que contemplamos vivendo nela, que Rosario Assunto tão bem definiu. Holística e produto de um sistema dinâmico natural, em constante transformação e evolução, constitui-se como expressão da identidade de um povo. Intrínseco a este conceito de paisagem é o conceito de multifuncionalidade, histórico, próprio da ideia do fazer e do sentimento e que se reflecte na apropriação simultânea do espaço para produção, protecção e recreio. Este conceito dilui-se com o movimento moderno e a segregação funcional que o caracteriza conduzindo a uma perda da identidade do espaço da paisagem. O entendimento da paisagem como um sistema contínuo, complexo e dinâmico, resultante de processos naturais e culturais em constante transformação, determina o retorno à dimensão multifuncional da paisagem. Esta paisagem, que desejamos e defendemos, encontramo-la na base da paisagem do Mediterrâneo, que surge unitária e identitária, dentro da multifuncionalidade e heterogeneidade que a caracterizam. Desde as civilizações mais antigas do Oriente, passando pela época clássica, pela Idade Média e até aos novos impérios, diferentes culturas foram reencontradas e integradas nesta grande unidade. Desta sedimentação cultural complexa nasceu um sistema de paisagens duma qualidade formal extraordinária e a certeza que a organização dos espaços da paisagem e das cidades representam um património essencial para a cultura universal, não apenas porque foi cantada por Homero, ilustrada por Ticiano e descrita por Braudel ou por Cervantes mas, também, porque a sua construção e gestão foi sempre multifuncional, inclusiva, integradora e vital resultado do trabalho sábio e humilde quer do povo, quer dos técnicos e dos estudiosos que a analisaram e estudaram, quer do ponto de vista cultural quer natural, para além da experiência empírica. A história da paisagem mediterrânica prova que a multifuncionalidade da paisagem é fundamental, não apenas para a manutenção de uma identidade histórica, ambiental e paisagística, mas também para assegurar a sobrevivência e a identidade de uma civilização. O exemplo destas paisagens, que se pretendem continuar a integrar no desenho da paisagem, e explorar neste estudo é as hortas, combinando as funções de regulação dos ecossistemas com as funções de informação da natureza e da própria estética, entre outros.por
dc.identifier.authoremaildbatista@ualg.pt
dc.identifier.authoremailrsm@uevora.pt
dc.identifier.capituloI
dc.identifier.edicaoCHAIA
dc.identifier.isbn978-989-99083-3-8
dc.identifier.locationÉvora
dc.identifier.numpag163
dc.identifier.scientificarea202por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/14013
dc.language.isoengpor
dc.publisherCHAIApor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectMediterranean landscapepor
dc.subjectvegetable gardenspor
dc.titleThe multi-functionality and resilience of the Mediterranean landscape: the traditional vegetable gardens from the Southern Portugal and Northern Morocco.por
dc.typebookPartpor
degois.publication.firstPage44por
degois.publication.lastPage60por
degois.publication.locationÉvorapor
degois.publication.titleTHE GARDEN AS A LAB Where Cultural and Ecological systems meet in the Mediterranean Contextpor

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