Importância da rega do olival

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Dinalivro editora, Lisboa

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Nas regiões de clima Mediterrânico no verão as plantas estão sujeitas a elevadas temperaturas e intensidades de radiação solar e baixa humidade relativa, indutoras de crescimento e produtividade mas também de condições de défice e stress hídricos. A oliveira, por ser uma cultura mediterrânica milenária, é uma espécie hipoestomática bem adaptada a essas condições ambientais, em que as folhas toleram baixos potenciais hídricos foliares e os tecidos re-hidratam-se rapidamente após perdas consideráveis de água. Essa adaptação a condições de défice hídrico tem permitido a expansão do olival de sequeiro com produções aceitáveis em zonas de clima mediterrânico com estação seca de cinco a seis meses e precipitações médias anuais de cerca de 500 mm. Nessas situações, caracterizadas por um elevado poder evaporativo da atmosfera (défice de pressão de vapor) o fecho dos estomas é umas das defesas que a oliveira usa para controlar e diminuir as perdas de água por transpiração, mantendo uma certa hidratação interna, o que é normalmente avaliada pelo potencial hídrico foliar de madrugada (máxima hidratação, antes do nascer do sol) e ao meio dia solar (mínima hidratação). O fecho estomático (relacionado com a condutância estomática) controla a taxa de transferência de água e de carbono (CO2) entre a planta e a atmosfera e uma condutância estomática elevada (baixa resistência estomática) tende a favorecer uma elevada taxa de transpiração e de fotossíntese, resultando consequentemente numa diminuição do conteúdo de água no solo, o que por sua vez fará diminuir a condutância estomática com o tempo. Dai ter que se regar. No olival essa rega vez sendo praticada com sistemas de rega gota a gota, que favorecem elevadas eficiências e uniformidades de aplicação de água.

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Francisco Lúcio dos Santos, 2013. Importância da rega do olival. Em "O Grande Livro da Oliveira e do Azeite. Portugal Oleícola", Ed. Jorge Bohm, pp. 98-100.

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