A que sabe a água? Uma análise sensorial
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Sertão Cult
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Existe a ideia generalizada de que em Évora (Sul de Portugal) as pessoas não gostam da água da torneira, embora a análise da água cumpra os limites estipulados pela legislação. Neste trabalho, através da análise sensorial da água destinada ao consumo humano, pela população de Évora, é possível confirmar esta ideia, perceber motivos, detetar problemas e sugerir melhorias. Para isso, foi realizado um teste cego, em que a população foi convidada a provar diferentes águas, engarrafadas e da torneira, e a responder a um questionário. Este teste foi feito numa atividade apresentada na Feira de São João, a 28 de junho de 2017, e a participação e entusiasmo da população de Évora levou-nos a aprofundar este assunto. Para aumentar o número de respostas e clarificar a perceção das características da água da torneira, foram também envolvidos estudantes universitários e crianças em idade escolar de Évora. Constatou-se que a maioria dos participantes (90%) preferiam e consumiam água engarrafada, apesar de nas crianças da escola básica esta percentagem ser menor (60%). Por último, A análise sensorial permitiu detetar características na água que precisam de ser corrigidas, como a presença do sabor a mofo na água da torneira, em especial no centro histórico de Évora, que indica a presença de geosmina. A presença de cloro residual na água da torneira, e respetivo cheiro, também se revelaram um problema, mascarando o sabor e causando a rejeição do consumo da água para beber.
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Capelo, S. e Barão, M.J., A que sabe a água? Uma análise sensorial, In Entre Florestas e Oceanos: diálogos naturais luso-brasileiros (e-book). Organizado por Ernane Cortez Lima, José Falcão Sobrinho, Marízia Clara de Menezes Dias Pereira. Sobral CE: Sertão Cult, 2024, pp. 123-154.