Cântico para as Desterrada: artistas portuguesas em exílio ou semi-exílio

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Universitè Paris-Sorbonne; Éditions Hispaniques

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Escultura-declaração, obra maior do Romantismo, peça autobiográfica e imagem-síntese de um tempo, O desterrado (1872) de Soares dos Reis mostra a condição dos que tiveram de tirar da terra as suas raízes. E se particularizássemos imaginando O desterrado como uma desterrada? Viver o exílio pode acontecer não apenas por se estar longe, mas por ser o estado que caracteriza uma artista num determinado tempo e circunstância. Impõem-se assim quatro cânticos, que se organizaram por sentido e não por cronologia. A escultora Ada da Cunha foi a primeira a ser abordada; Sarah Affonso a artista seguinte; Maria da Glória Ribeiro da Cruz, a terceira e por fim Aurélia de Sousa.

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