Falha na transferência de imunidade passiva em vitelos – avaliação no 1º, 2º e 7º dia de vida.

dc.contributor.authorSilva, Flávio
dc.contributor.authorRamalho, Joana
dc.contributor.authorCaetano, Pedro
dc.contributor.authorMartins, Luís
dc.contributor.authorConceição, Cristina
dc.contributor.authorPereira, Alfredo
dc.contributor.authorCerqueira, Joaquim
dc.contributor.authorSilva, Severiano
dc.date.accessioned2026-01-15T14:58:06Z
dc.date.available2026-01-15T14:58:06Z
dc.date.issued2023-03-03
dc.description.abstractIntrodução e objetivos: É cada vez mais comum a monitorização da transferência de imunidade passiva nas explorações leiteiras. O método de referência consiste na determinação por imunodifusão radial, da concentração de IgG sanguínea às 24h de vida, ocorrendo falha na transferência de imunidade passiva (FTIP) abaixo dos 10 mg/mL. No entanto, este método não está acessível à generalidade dos produtores. A medição da concentração total de proteínas do soro (PTS) por refratometria permite avaliar a FTIP de forma indireta1. Tanto a nível académico como empresarial, identificam-se casos onde a avaliação da FTIP é realizada até aos 7 dias de vida. O objetivo deste trabalho consistiu em avaliar o grau de fiabilidade da avaliação da FTIP ao 2º e 7º dia após o nascimento, através da PTS. Metodologia e resultados: Colheu-se sangue por venopunção jugular a 20 vitelos: 30 minutos após o nascimento e antes de ingerir o colostro (D0), 1, 2 e 7 dias após o nascimento (D1, D2 e D7). Obteve-se o soro por centrifugação (3000 RPM, 10 min a 24ºC). A PTS foi determinada por refratometria, considerando-se FTIP para valores ≤5,8 g/dL. As amostras foram também analisadas por um método colorimétrico automático, para controlo do refratómetro. Comparou-se a medição das PTS às 24h (D1; referência) com a medição D2 e D7, através do cálculo das medidas de exatidão, precisão, sensibilidade (Se) e especificidade (Sp), análise de curva ROC, cálculo do Índice de Youden (IY) para identificar o Optimal Cut-Point (OCP) e de uma análise de concordância (Bland-Altman). Observou-se um aumento na PTS de D0 para D1 e uma diminuição nas restantes fases - média ± desvio padrão: D0 (4,48±0,28 g/dL), D1 (6,39±0,75 g/dL), D2 (6,28±0,73 g/dL) e D7 (6,00±0,52 g/dL). Para D2 e D7: exatidão (0,90 e 0,70), precisão (0,80 e 0,44), Se (0,80 e 0,80), Sp (0,93 e 0,67). A análise ROC indicou que para D2 o OCT foi a 5,8 g/dL (Se 0,80 e Sp 0,93; IY = 0,733; AUC = 0,93, P = 0,006) e para o D7 o OCT foi a 5,7 g/dL (Se 0,60 e Sp 0,93; IY = 0,533; AUC = 0,773; P = 0,074). Relativamente à análise de concordância, a média da diferença (Bias) entre D1 e D2 foi 0,11±0,35 g/dL (t-test; P = 0,173) e entre D1 e D7 foi 0,39±0,71 g/dL (t-test; P = 0,024), revelando uma tendência para aumentar a diferença entre as medições com o aumento da média dos valores de PTS. Principais conclusões: Os resultados deste estudo demonstram uma redução gradual da PTS, associada à degradação de IgG1. O grau de desidratação pode também influenciar os resultados obtidos, provocando uma hemoconcentração, conduzindo ao aumento da PTS. Apenas um vitelo apresentou sinais severos de desidratação (aumento entre D1 e D7 em 1,4 g/dL na PST (7,7 g/dL), 42% hematócrito, enoftalmia acentuada, reduzida tonicidade da pele e diarreia profusa e aquosa). A avaliação tardia da FTIP pode desta forma comprometer os resultados obtidos. A medição no D2 apresentou resultados muito próximos a D1, classificando corretamente com e sem FTIP a maioria dos vitelos. Porém, a medição em D7 apresentou resultados menos concordantes com D1, especialmente ao nível da Sp, influenciado pela redução da PTS. Com base no IY calculado obteve-se um balanço mais de adequado de Se e Sp, se a FTIP em D7 for considerada desde 5,7 e não 5,8 g/dL. Preferencialmente, a medição deve ser realizada nos primeiros 2 dias de vida. Em medições mais tardias, é especialmente necessário ter em consideração a normal redução da PTS, bem como o grau de desidratação do vitelo.por
dc.identifier.authoremailfsilva@uevora.pt
dc.identifier.authoremailjoana.ramalho94@gmail.com
dc.identifier.authoremailpcaetano@uevora.pt
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dc.identifier.authoremailapereira@uevora.pt
dc.identifier.authoremailcerqueira@esa.ipvc.pt
dc.identifier.authoremailssilva@utad.pt
dc.identifier.citationSilva FG, Ramalho J, Caetano P, Martins L, Conceição C, Pereira A, Cerqueira JL e Silva SR. Falha na transferência de imunidade passiva em vitelos – avaliação no 1º, 2º e 7º dia de vida. XIV Jornadas do Hospital Veterinário Muralha de Évora. Évora, 3-4 de março de 2023.por
dc.identifier.scientificarea382por
dc.identifier.uriwww.spcv.pt/
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/40426
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dc.language.isoporpor
dc.publisherSociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias.por
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectTransferência imunidade passivapor
dc.subjectvitelospor
dc.subjectmaneio de colostropor
dc.subjectveso vivopor
dc.titleFalha na transferência de imunidade passiva em vitelos – avaliação no 1º, 2º e 7º dia de vida.por
dc.typelecturepor

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