Mobilidade de engenheiros, circulação de conhecimento e transferência de tecnologia. Da Ecole de ponts et chaussées e das empresas estrangeiras para o caminho-de-ferro português (1825-1886)
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Tirant lo Blanch
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A construção do caminho de ferro em Portugal favoreceu a mobilidade dos engenheiros, assistindo-se tanto à vinda de estrangeiros, como à deslocação de engenheiros portugueses para o estrangeiro.
Dado que no século XIX ainda não existiam em Portugal escolas de engenharia que dotassem os engenheiros portugueses com as competências necessárias para realizaras as grandes obras públicas que a implementação do caminho de ferro exigia, muitos engenheiros portugueses completarem a sua formação nas mais prestigiadas escolas da altura, como foi o caso da École de ponts e chaussés, enquanto outros realizaram visitas de estudo ao estrangeiro com o objectivo de conhecerem in logo as mais avançadas tecnologias utilizadas na área da engenharia civil.
A mobilidade de engenheiros esteve também associada ao investimento das empresas estrangeiras, que ao assumirem a construção de uma determinada linha do caminho de ferro foram agentes de transferência de tecnologia e promotores da vinda de engenheiros estrangeiros que estavam ao seu serviço
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Ana Cardoso de Matos,” Mobilidade de engenheiros, circulação de conhecimento e transferência de tecnologia. Da Ecole de ponts et chaussées e das empresas estrangeiras para o caminho-de-ferro português (1825-1886)” in Nuria Rodríguez, Israel Medina, Rafael Ravina y Antonio Pinto (ed.), Los ingenieros en la Europa del sur (siglos XVIII-XX), Tirant lo Blanch, 2022, pp. 47-70.