Linguagem Inclusiva: uma prática linguística inclusiva. In: Diárrio do Sul

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A desigualdade de direitos entre homens e mulheres ao longo da história da humanidade, sendo uma constante de todas as civilizações, foi na generalidade aceite como algo natural. Mesmo em sociedades como a nossa, de raiz judaico-cristã, quando já organizadas em modelos democráticos ou tendencialmente democráticos, pese embora o papel das mulheres enquanto educadoras e gestoras domésticas, só muito recentemente passou a ser-lhes reconhecida formalmente a igualdade de direitos e obrigações atribuídos aos homens. Porque a realidade social se espelhava ou refletia, não só na linguagem corrente particular, mas na das próprias instituições, especialmente a partir do último quartel do século XX passou a ser uma preocupação dos governos de estados democráticos (v.g. EUA, Dinamarca, Reino Unido, Alemanha, Áustria, França, Itália, Espanha e Portugal) e de algumas instituições internacionais (ONU, Conselho Europeu), a promoção de políticas tendentes à eliminação de preconceitos ancestrais fundados na ideia de inferioridade ou de superioridade de um e outro sexo, e ao uso de uma linguagem que refletisse o princípio da igualdade de sexo (Recomendações n.ºs 5 e 17 de 1990 e 2007 do Comité de Ministros dos Estados-Membros do Conselho da Europa).

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