). Entre a possibilidade de se “ensinarem” as artes visuais e a necessidade imperativa de se conhecerem as novas culturas infanto-juvenis que hoje “habitam” a escola
Loading...
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Gabinete Coordenador de Educação Artística, Direcção Regional de Educação, Secrearia Regional de Educação da Madeira
Abstract
Longe de procurar esmiuçar e detalhar tecnicamente as principais metodologias utilizadas pelos professores de arte em diferentes momentos históricos, este texto procura assinalar e caracterizar as filosofias que subjazem às práticas, bem como os consequentes modelos de referência. O que pressupõe, à partida, que existem modelos mais adequados do que outros para fazer face a desafios que também mudam historicamente, assim como também mudam, psico-sociologicamente, os jovens para quem se destina o ensino artístico oferecido pela escola pública. Ensinar segundo pressupostos de outro tempo histórico é, portanto, um dos principais mal-entendidos da escola formal convencida (assim como muitos dos seus professores) que terá que ser as pessoas (os aprendentes) a adaptarem-se à escola, aos seus conteúdos e às suas práticas, e não o contrário. Esta posição encontra-se muitas vezes expressa na expressão “No meu tempo…é que era!”. Os que apoiam, sem reservas, este posicionamento, que no fundo é aquele que é induzido pela visão tradicional dos processos de escolarização, são também os que apoiam a utilização práticas pedagógicas cristalizadas no tempo e inadequadas à criação urgente de novas narrativas pedagógicas regeneradoras e capazes de fazer frente aos espaços informais de aprendizagem (televisão, internet, ipods, vídeo-gaming, etc.) que hoje fazem uma concorrência feroz à escola formal.
Description
Citation
Charréu, L. (2011). Entre a possibilidade de se “ensinarem” as artes visuais e a necessidade imperativa de se conhecerem as novas culturas infanto-juvenis que hoje “habitam” a escola. Revista portuguesa de Educação Artística (1), pp. 37-44.