O plano nacional de intervenção nas pedreiras em situação crítica, estabilidade de taludes e questões de segurança no trabalho nas pedreiras do anticlinal de Estremoz, Portugal.
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J.F. Silva Gomes, Carlos C. António Clito F. Afonso e António S. Matos - INEGI-Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial
Abstract
A excecionalidade dos mármores explorados no anticlinal de Estremoz, quer pelas qualidades
técnicas, quer por razões estéticas, levou a que de forma praticamente ininterrupta fossem
explorados desde a Antiguidade Clássica até aos nossos dias (Lopes e Martins, 2014; Moreira e Lopes, 2019). Se há dois mil anos os efeitos na paisagem seriam praticamente nulos, hoje em dia tal não acontece. Nas últimas décadas a atividade extrativa tem aumentado de forma exponencial e os
efeitos embora evidentes e até reconfiguradores da paisagem não são forçosamente negativos. A paisagem industrial, enquanto obra humana também tem o seu encanto e a experiência diz-nos que, nas
zonas onde a intervenção cessou, em poucas décadas a Natureza regenera quase integralmente a paisagem potenciando novos habitats imediatamente ocupados pelos seres vivos que aí encontram condições excecionais para se estabelecerem. Os indicadores quantificados por Germano (2013)
revelaram que nesses espaços não só o número de espécies é superior, relativamente ao contexto regional, como ainda os efetivos por espécie ocorrem em maior número. Há mesmo casos de espécies que só se encontram nas escombreiras e pedreiras abandonadas (Germano et al., 2014).
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Lopes, L., Pinho, A., Cavaco, F., Duarte, I., Bonito, N., Faria, P., Martins, R. 2022. O plano nacional de intervenção nas pedreiras em situação crítica, estabilidade de taludes e questões de segurança no trabalho nas pedreiras do anticlinal de Estremoz, Portugal. Livro de atas do 9º Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia / VI Congresso de Engenharia de Moçambique, CLME 2022/IV CEM – Desafios da Engenharia na Cooperação para o Desenvolvimento e Combate às Alterações Climáticas. J.F. Silva Gomes, Carlos C. António Clito F. Afonso e António S. Matos editores. Maputo 28 de agosto – 1 de setembro 2022. ISBN 978-989-54756-4-3. pp. 287-288.