Afetividade e Criatividade em Filosofia para Crianças

dc.contributor.authorBento, Fernando
dc.contributor.editorKohan, Walter
dc.contributor.editorKennedy, David
dc.date.accessioned2019-02-18T11:54:33Z
dc.date.available2019-02-18T11:54:33Z
dc.date.embargo2014-07
dc.date.issued2014-07
dc.description.abstractA prática filosófica com crianças permite que elas construam e cumulativamente reconstruam significados enquanto formam a consciência de si, mobilizando simultaneamente elementos dos domínios afetivo, cognitivo e recreativo, presentes na esfera da sua experiência. Nesta dinâmica, habilidades de diálogo e de pensamento consolidam-se sobre competências crítico-reflexivas, sensíveis a critérios razoáveis de afirmação das competências intencionais de interpretação desta sensibilidade em ambientes educativos profícuos privados e públicos, tais como a família e a escola. Sendo a vida infantil um processo de mútuo crescimento entre a consciência individual e o meio social um caminho regulado pelo seu valor e autenticidade de ser que já-é, seja como «projeção extensiva» ou «corporalizando o desejo», Lipman busca um pensar mais atento, mais criterioso, mais significante, mais criativo e mais cativante: um pensar investigando. Estas múltiplas dimensões do pensamento proporcionam à criança três exercícios fundamentais na conclusão da sua singularidade, carácter e personalidade: num primeiro momento, a descoberta da sua potencialidade ontológica manifestada segundo um desejo de diálogo interior na intenção de conhecimento de si mesmo, enquanto ser-sujeito-criança que pretende conhecer o Outro que há em si; num segundo momento, a tomada de consciência da importância da “relação de encontro e de reconhecimento” com Outro que já não é uma mesmidade, mas que funciona como uma necessidade de «caminhar junto com…brincando» na condição de tomar a reciprocidade como imperativo da construção de um sujeito que se quer também ser-pessoa; e num terceiro momento, um retorno a si, como forma de re-nascimento face à aprendizagem que o contexto lhe proporcionou. É no dinamismo deste contexto que a criança aprende a pensar. Assim, pensar melhor é exercitar, mais que um pensamento complexo, um pensamento de ordem superior. Inevitavelmente surgem-nos questões que nos inquietam face a estas ideias: como potenciar o exercício reflexivo e crítico rumo a esta práxis sapiente? Que modelo de discussão devemos adoptar para que se tomem como objetos sentimentos ou pulsões éticas, emoções ou pulsões estéticas para que a descoberta do íntimo de seu ser e da sua socialização e civilidade seja efetiva? Que relação se pode firmar entre o desejo, a arte de ser e a forma de viver?por
dc.identifier.authoremailnd
dc.identifier.citationBento, Fernando. AFETIVIDADE E CRIATIVIDADE EM FILOSOFIA PARA CRIANÇAS. Rio de Janeiro: Childhood & Philosophy, vol. 10, núm. 20, jul-dez, 2014, pp. 383-399.por
dc.identifier.issn1984-5987
dc.identifier.scientificarea316por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/24701
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherChildhood and Philosophypor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectFilosofia para Criançaspor
dc.subjectAfetopor
dc.subjectCriatividadepor
dc.subjectPensamentopor
dc.subjectDiálogopor
dc.titleAfetividade e Criatividade em Filosofia para Criançaspor
dc.typearticlepor
degois.publication.titleChildhood and Philosophypor

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