Traços da prática organística na escrita para piano e electrónica de João Pedro Oliveira: In Tempore, Abyssus Ascendens ad Aeternum Splendorem, Timshel e Entre o Ar e a Perfeição
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Edições Húmus
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João Pedro Oliveira é um dos mais proeminentes compositores portugueses do nosso tempo. Organista de formação, frequentou a classe do Professor Antoine Sibertin-Blanc (1930-2012) no Instituto Gregoriano de Lisboa. A partir de 1978 começou uma importante carreira de organista, que prosseguiu até ao ano 2000, enquanto começava a dedicar-se à composição musical.
O impacto que a prática organística teve na criatividade e prática composicional de Oliveira é inegável. Apesar do evidente distanciamento do compositor relativo ao órgão em anos mais recentes, e sabendo que o piano surge como o instrumento mais frequentemente utilizado pelo compositor em obras solistas ou para diferentes formações instrumentais, com ou sem electrónica, poderemos considerar que a actividade de João Pedro Oliveira enquanto organista terá contribuído de maneira significativa para a definição da sua escrita pianística, particularmente quando combinada com meios electrónicos? Se sim, como é que tal se concretiza numa obra como In Tempore, para piano e electrónica (2001) ou outras, para piano, piano e orquestra e piano integrado em grupos de música de câmara do mesmo autor e da mesma década (como Abyssus Ascendens ad Aeternum Splendorem, Timshel e Entre o Ar e a Perfeição)?
Procurarei formular respostas para estas questões, socorrendo-me da análise musical e performativa das obras em questão, que serão cotejadas com outras consideradas pertinentes. Nesse processo, serão focados aspectos como registo, timbre e tempo, bem como considerações de ordem física.
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Telles, A. (2019). Traços da prática organística na escrita para piano e electrónica de João Pedro Oliveira: In Tempore, Abyssus Ascendens ad Aeternum Splendorem, Timshel e Entre o Ar e a Perfeição. Musica instrumentalis: experimentação e técnicas não convencionais nos séculos XX e XXI (eds. Ângelo Martingo e Ana Telles). Vila Nova de Famalicão: Edições Húmus, pp. 163-190