A Confederação Geral do Trabalho na crise dos anos trinta

dc.contributor.authorGuimarães, Paulo Eduardo
dc.date.accessioned2025-06-17T14:16:50Z
dc.date.available2025-06-17T14:16:50Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractA crise económica e social desencadeada na sequência do colapso financeiro em Nova Iorque, a 24 de Outubro de 1929, teve um impacto directo sobre as principais exportações portuguesas (minérios, cortiça, conservas de peixe, vinhos e produtos agrícolas), afectando a actividade nesses e noutros sectores já mobilizados pelo sindicalismo (construção civil, têxteis, metalurgia e construção naval). Nos três anos seguintes, a grave crise económica conduziu aos primeiros ensaios corporativistas e à intervenção do governo. No plano social, o desemprego, a redução de salários, a extensão da jornada de trabalho e a supressão de direitos anteriormente adquiridos marcaram este período. Muitos sindicatos recorreram à C.G.T. em busca de apoio para a solução dos seus problemas ou foram estimulados a organizarem-se e a partirem para a acção. A documentação sobre a C.G.T. reunida pelo Arquivo Histórico Social (Biblioteca Nacional), bem como a que tem vindo a ser disponibilizada por outros espólios pessoais depositados no Instituto de Ciências Sociais, na Fundação Mário Soares (Casa Comum), permite-nos descrever e avaliar o esforço de organização sindical desencadeada pela C.G.T. Nesse contexto marcado pela perseguição policial aos militantes sindicalistas, evidencia-se a relação entre as associações de classe e o órgão confederal, por um lado; e a competição ideológica levada a cabo no período, por outro. O terceiro eixo considera a acção das autoridades para fazer face à crise social emergente, tal como pode ser percebida a partir da documentação coeva disponibilizada nos fundos governamentais (Ministério do Interior, ANTT). Pretenderemos mostrar como a mobilização desencadeada com a crise económica e a conjuntura anterior ao movimento do 18 de Janeiro de 1934 foi desfavorável à organização sindicalista e à sua capacidade de mobilização posterior. Retoma-se assim a investigação própria anterior, tendo como principal referência historiográfica os estudos de Fátima Patriarca.por
dc.identifier.authoremailpeg@uevora.pt
dc.identifier.citationGuimarães,Paulo Eduardo (2024) - "A Confederação Geral do Trabalho na crise dos anos trinta", João Freire et al. (orgs.), Colóquio Sindicalismo, Trabalho, Cidadania: 90 anos depois do 18 de Janeiro de 1934, Lisboa, ISCTE, 77-91.por
dc.identifier.isbn978-989-584-079-3
dc.identifier.scientificarea733por
dc.identifier.sharewithDepartamento de Históriapor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/34129
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/38763
dc.language.isoporpor
dc.publisherIscte - Instituto Universitário de Lisboapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectSindicalismo (Portugal)por
dc.subjectOposição ao Estado Novopor
dc.subjectAnarcosindicalismo (Portugal)por
dc.subjectConfederação Geral do Trabalhopor
dc.subject18 de Janeiro de 1934por
dc.titleA Confederação Geral do Trabalho na crise dos anos trintapor
dc.typebookPart

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