Os novos limites da nova cidade
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semanário "Gazeta das Caldas"
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A cidade, se o quer continuar a ser, deverá manter o seu estatuto de local de trocas: trocas na esfera económica, trocas na esfera social, trocas na esfera cultural, melhor, local de oferta cultural. Porém, com a parafrenália de meios e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a cidade não pode continuar a ser imaginada e usada como sendo o seu centro e pouco mais tecido urbano periférico àquele. A diversificação da oferta, i.e., o aparecimento de novos “centros”, o seu funcionamento em “rede”, em súmula, a cidade polinucleada, para além de fazer diminuir a pressão sobre o centro, “democratiza” a globalidade do tecido urbano1 ao transferir actividades “nobres” para outras zonas, valorizando estas não só em termos fundiários mas, principalmente, em termos sociais.