Próclise e ênclise na oratória barroca
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Centro de Linguística da Universidade de Lisboa
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No final do período clássico da língua (século XVII), são visíveis tendências muito diferentes quanto à posição dos clíticos entre autores como Melo e Vieira (Martins 1994) e, por outro lado,
em Vieira, tais tendências são também muito diversas entre os sermões (Martins 1994), por um lado, e as cartas (Britto 1999, Galves 2003, Galves, Britto e Sousa 2001, 2005) e a Representação… (Banza 2017a), por outro, apontando para uma relação do predomínio da ênclise com o género oratório.
Assim, torna-se relevante averiguar se o uso da ênclise, registado nos sermões de Vieira, é
comum, ou não, a sermões de outros autores da mesma época, com o objectivo de percebermos se estamos perante uma marca do género oratório no período barroco ou perante uma marca da oratória de Vieira.
Para o efeito, analisamos, seguindo uma abordagem de base quantitativa, textos oratórios de autores da mesma época (Manuel da Silva, Rafael de Jesus, João de Ceita, Filipe da Luz e Francisco de Mendoça).
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BANZA, Ana Paula (2019), “Próclise e ênclise na oratória barroca”, in CARRILHO, Ernestina, Ana Maria MARTINS, Sandra PEREIRA e João Paulo SILVESTRE (orgs.), Estudos Linguísticos e Filológicos Oferecidos a Ivo Castro. Lisboa: Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, pp.119-140. ISBN 978-989-98666-3-8. [ebook em open access, http://hdl.handle.net/10451/39619].