Inspecções de software usando modelos de captura-recaptura na estimação de falhas

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Edições SPE

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Nas últimas décadas, os modelos de captura-recaptura em populações fechadas têm sido muito utilizados para estimar o número de falhas num sistema. Modelos que tomam em conta a heterogeneidade das probabilidades de detecção de falhas, diferenças nas probabilidades de detecção por parte dos avaliadores, e simpli- cações destes modelos têm sido propostos na literatura (ex. Mth;Mh;Mt e M0). Uma classe especí ca de modelos que tem sido amplamente negligenciada, considera diferenças entre a probabilidade da primeira detecção de uma dada falha e as probabilidades de detecção subsequentes. Poderíamos pensar que não há razão para suspeitar, que após a primeira detecção duma falha por parte de um avaliador, a probabilidade de detecção da mesma falha seja diferente para os outros avaliadores. Este tipo de heterogeneidade é conhecido na literatura inglesa sobre vida selvagem por "behavioural response", podendo ser associada a uma potencial falta de independência entre os avaliadores. Admita-se, por exemplo, que após a falha ser detectada pela primeira vez por um avaliador, os restantes avaliadores são alertados de alguma forma para o tipo de falha. Neste estudo, repetindo a análise de um conjunto de dados relativos a uma experiência controlada apresentada em Thelin et al. (2002), observamos que são também possíveis os modelos do tipo Mb;Mbh; e Mtb. Discutimos sobre a validade da hipótese de independência entre os avaliadores e propomos que os modelos do tipo Mb possam ser vistos como um indicador de uma potencial violação deste pressuposto. Analisamos alternativas para testar esta hipótese e outros aspectos relacionados com a aparente independência do número de avaliadores.

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