A Eletrificação da Estação Ferroviária do Cais do Sodré em Lisboa: uma perspetiva urbana
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Universidad de Barcelona/Geocrítica
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Na primeira metade do século XX os caminhos de ferro começaram a gozar da limpeza, rapidez e flexibilidade de tráfico providas pela eletrificação das linhas. Em 1918, a locomotiva a vapor que percorria os 25 Km de carris entre a estação ferroviária lisboeta Cais do Sodré e a estação Terminus da Linha de Cascais via os seus dias contados. A 16 de Agosto de 1926 a Gazeta dos Caminhos de Ferro anunciou a inauguração dos comboios elétricos da Linha de Cascais, sublinhando a sua importância devido à nova possibilidade de aumentar o seu tráfego.
Apesar de ter sido construída pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, a eletrificação da Linha de Cascais foi executada pela Sociedade “Estoril”, com o intuito de promover o turismo da região. Desde o início da conversão do sistema de tração a vapor para o elétrico, foi questionado em entrevistas de imprensa o que ocorreria com a estação do Cais do Sodré. A relevância desta questão está no fato de que a circulação de comboios entre Cascais e Lisboa ocorria desde 1895, mas o edifício definitivo desta estação ainda não tinha sido construído.
A razão dada para explicar a demora na criação desta estação foi a sua localização ter sido planeada em terrenos ocupados por barracões da Câmara Municipal e da Alfândega. Sendo assim, o edifício de linhas sóbrias e aspecto monumental prometido pelo engenheiro da Sociedade “Estoril”, Manuel Bello, juntamente com as futuras oficinas de reparação, tiveram grande impacto no urbanismo da região. Com o aumento do tráfego decorrente da eletrificação, a necessidade de ampliar as plataformas de embarque e de acondicionar o caminho de ferro que se encontrava inserido na zona urbana de Lisboa, a construção deste edifício tornou-se crucial.
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Citation
Lourencetti, Fernanda de Lima. Em CAPEL, Horacio; ZAAR, Miriam (Coords. y Eds.). La electricidad y la transformación de la vida urbana y social. Barcelona: Universidad de Barcelona/Geocrítica, 2019 (ISBN: 978-84-09-13010-8).