O prólogo de Cândido Lusitano à tradução da Eneida: fontes e problemas de um conceito de tradução
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Colibri
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As considerações teóricas sobre a tradução esboçadas por Cândido Lusitano no prefácio à sua tradução da Eneida invocam várias autoridades entre as quais sobressai a do pioneiro da teorização da tradução literária, Pierre-Daniel Huet (De optimo genere interpretandi, 1661). Demonstra-se neste estudo que o entendimento da tradução por parte de Cândido Lusitano difere significativamente do pensamento tradutológico de Huet. Defende-se ainda que a complexidade do pensamento sobre tradução de Huet é acomodada pelo árcade português ao duplo preceito de, por um lado, manter o pensamento, o caráter e o estilo do original e, por outro, de o respeitar a correspondência severa entre as palavras do original e as do texto de chegada. Além disso, são aduzidas, nesta contribuição, hipóteses sobre os passos de obras de outros autores citados nos quais se apoiou Cândido Lusitano e em cuja leitura se observa a mesma estratégia de adaptação aos preceitos propugnados pelo autor português.
Description
Keywords
Cândido Lusitano (1719-1773), Francisco José Freire (1719-1773), Tradução, Literatura Portuguesa (Neoclassicismo), Eneida (tradução), João Franco Barreto (1600- c. 1674), Pierre-Daniel Huet (1630-1621), Anton Maria Salvini (1653-1729), Michelangelo Carmeli (1706-1766), Paolo Antonio Rolli (1687-1765), Nicolas Boileau (1636-1711)
Citation
Martins, A. & Teixeira, C. (2025). O prólogo de Cândido Lusitano à tradução da Eneida: fontes e problemas
de um conceito de tradução. In R. Furtado & A. Lóio, & J. P. Valério (Eds.), Estudos em Homenagem a Maria Cristina Pimentel. Quod sentimus loquamur, quod loquimur sentiamus (pp. 801-819). Colibri.