A regra de Taylor, a curva RT e o modelo IS-RT

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A questão que se coloca em termos de política monetária é: Poderá o banco central controlar simultaneamente o crescimento monetário e a taxa de inflação? No longo prazo, a taxa de inflação é determinada pelo crescimento do stock de moeda (neutralidade da moeda no longo prazo), mas no curto prazo a moeda não é neutra, pelo que a diminuição da taxa de juro (ou o equivalente aumento do stock de moeda) ainda tem impacto sobre o crescimento do produto, e por consequência, do emprego. Assim, podem surgir conflitos nas medidas de política monetária, porque existem dois objectivos que são por vezes incompatíveis: a estabilidade de preços (objectivo de longo prazo) e o crescimento do produto e emprego (objectivo de curto prazo). A Regra de Taylor consiste numa expressão que resume a forma como os bancos centrais lidam com as duas tarefas de política monetária: estabilidade de preços (objectivo de longo prazo) e estabilização do produto e emprego (objectivo de curto prazo). No modelo IS/LM, a curva LM deduz-se na hipótese de a oferta de moeda ser constante, isto é, quando o banco central segue metas monetárias. Mas hoje, a maioria dos bancos centrais fixa a taxa de juro, seguindo metas da taxa de inflação. Neste caso a moeda ajusta-se endogenamente à procura real de moeda, dada a taxa de juro. Então, neste caso, a curva LM não será adequada para analisar o mercado monetário, pelo que outra curva será relevante: a curva RT. Quando o banco central segue uma regra de Taylor, devemos substituir a curva LM pela curva RT, o que implica substituir o modelo IS/LM pelo modelo IS/RT.

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Rosa, Agostinho S. (2013), A regra de Taylor, a curva RT e o modelo IS-RT, Texto de apoio para Princípios de Macroeconomia, Universidade de Évora.

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