O apogeu do modernismo em Cassiano Branco: 1928-1939

dc.contributor.authorBatista, Paulo
dc.date.accessioned2018-02-05T17:28:44Z
dc.date.available2018-02-05T17:28:44Z
dc.date.issued2015-03-18
dc.description.abstractA obra de Cassiano Branco (1897-1970), desenvolvida entre o início dos anos 20 e o final da década de 60, afirmou-o como um dos arquitetos mais importantes da história da arquitetura portuguesa da primeira metade do século XX. Excluído, quase sempre, pelas fortes convicções políticas, a favor de arquitetos politicamente alinhados com a ordem imposta pelo Estado Novo, de que era opositor declarado, dos concursos para lecionar na Escola de Belas Artes de Lisboa e das encomendas oficiais de maior projeção, a maior parte da sua vasta e multifacetada obra tem origem no cliente particular e no construtor civil, sobretudo através de encomendas de prédios de rendimentos. Estes vão renovar profundamente a arquitetura de habitação na capital, fazendo moda nas décadas seguintes, de tal forma que se torna difícil distinguir os que foram desenhados por Cassiano daqueles que são cópias. Os seus projetos alternam entre o apogeu do Modernismo em Portugal e o Português Suave, numa época de grande perturbação política. Esta comunicação propõe-se apresentar o primeiro destes períodos, entre 1928 e o fim dos anos 30, pontuado por projetos radicais, futuristas e utópicos, alguns nunca realizados, que encerra um dos ciclos mais notáveis da arquitetura portuguesa, e que refletem, sobretudo, o desejo de Cassiano Branco em transformar Lisboa, para a qual projetou a maioria dos seus trabalhos, numa grande metrópole, plena de edifícios modernos, salas de espetáculos, cafés, e outros espaços de ócio, luz e movimento, à imagem das principais cidades europeias. Nesse sentido, apresentam-se os seguintes projetos deste eclético e polémico arquiteto, cuja personalidade levou a que abandonasse prematuramente alguns empreendimentos de grande dimensão, por desacordos com os clientes ou construtores: Garagem Rios d'Oliveira, na avenida da Liberdade; Éden-Teatro; plano de urbanização da Costa da Caparica; Cidade do Cinema Português, em Cascais; quiosque nos Restauradores; alpendres-reclames no Rossio e Restauradores; Hotel Vitória, moradias no Arco do Cego e moradia na avenida Columbano Bordalo Pinheiro; um conjunto de prédios em Lisboa; e o Coliseu do Porto. Para tal, utilizar-se-á a respetiva documentação do fundo Cassiano Branco, dos projetos acima referidos, que se encontra no Arquivo Municipal de Lisboa, daquela marcadamente arquitetónica, como alçados, cortes, ou planos, e da existente nos diferentes suportes, técnicas e processos fotográficos deste Arquivo.por
dc.identifier.authoremailbatista.p@gmail.com
dc.identifier.citationBATISTA, Paulo, "O apogeu do modernismo em Cassiano Branco: 1928-1939", in Arquivo Municipal de Lisboa: Um acervo para a História, Lisboa, Arquivo Municipal de Lisboa/Câmara Municipal de Lisboa, 2015, pp. 141-157. ISBN: 978-989-96300-5-5.por
dc.identifier.scientificarea738por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/22057
dc.language.isoporpor
dc.publisherArquivo Municipal de Lisboa/Câmara Municipal de Lisboa,por
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectMunicípio de Lisboapor
dc.subjectArquivo Municipal de Lisboapor
dc.subjectArquiteturapor
dc.subjectModernismopor
dc.subjectFundo Cassiano Brancopor
dc.subjectCassiano Brancopor
dc.titleO apogeu do modernismo em Cassiano Branco: 1928-1939por
dc.typebookPartpor

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