Helena na Eneida de Virgílio: as contradições de um mito (En. 2.601-602 e En. 6. 511-530)
Loading...
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Universitá di Foggia – Universidad de Granada – Universitat de València – Universidade de Coimbra
Abstract
As considerações de Vénus, no canto II da Eneida (2.601-602: Non tibi Tyndaridis facies inuisa Lacaenae / culpatusue Paris «Não é da odiosa beleza desta lacónia, filha de Tíndaro, nem é de Páris a culpa») anulam a relação do mito de Helena com o quadro da destruição de Tróia. No entanto, no canto VI, Deífobo relança a questão da participação de Helena, na destruição da cidade, ao sublinhar o papel activo da heroína nos acontecimentos da suprema nox. A presente comunicação visa, neste sentido, questionar os motivos subjacentes a tal contradição, bem como os respectivos efeitos no contexto ideológico da obra.
Abstract: The words of Venus, in in book II of the Aeneid (2.601-602: Non tibi Tyndaridis facies inuisa Lacaenae / culpatusue Paris) annul the relation of the myth of Helen with the frame of the destruction of Troy. However, in book VI, Deiphobus relaunches the question of the participation of Helen, in the destruction of the city, when underlines the active paper of the heroine in the events of supreme nox. The present communication intends to question the underlying reasons to such contradiction, as well as the respective effects in the ideological context of the Virgil’s Aeneid.
Description
Citation
Cláudia Teixeira
“Helena na Eneida de Virgílio: as contradições de um mito (En. 2.601-602 e En. 6. 511-530), in José Vicente Bañuls, Maria do Céu Fialho, Aurora López, Francesco de Martino, Carmen Morenilla, Andrés Pociña Pérez, Maria de Fátima Silva (coords.), O mito de Helena de Tróia à actualidade, vol. I, Universitá di Foggia – Universidad de Granada – Universitat de València – Universidade de Coimbra, 2007, 273-281.