Propaganda y manipulación ideológica en un proyecto editorial al servicio del Estado Novo

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A censura, a propaganda e a manipulação ideológica foram uma realidade, durante a ditadura, em Portugal, que se estendeu à educação, através da família, da escola, dos manuais escolares e dos livros para os mais novos. A tríade Deus, Pátria e Família encontrava eco nestes livros, bem como um ideário dominado por valores como a autoridade, a ordem, a hierarquia, a obediência. Neste estudo, vamos debruçar-nos sobre os quatro primeiros livros, publicadas entre 1943 e 1945, da coleção Grandes Portugueses. Os objetivos deste estudo são analisar os quatro primeiros volumes desta coleção e compreender como estes textos veicularam o ideário da ditadura para os jovens leitores. Como metodologia, considerámos a pesquisa documental, que se centra na obtenção de informações de fontes primárias, que ainda não foram objeto de análise. Os resultados apontam para a presença, nestes volumes, do ideário salazarista, pois no seu texto encontramos a valorização exacerbada da História de Portugal, das suas personagens, fortemente marcadas por Deus, pela providência divina, criticando-se com ênfase todas as ideias que podiam colocar em causa a narrativa da ditadura. Como conclusões, podemos realçar que estes livros encerram propósitos doutrinários, que contribuíram, decerto, para a formação dos jovens nos pilares do regime.

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Balça, A. (2024). Propaganda y manipulación ideológica en un proyecto editorial al servicio del Estado Novo. In R. Tena Fernández & J. Soto Vázquez (Coord.), Censura infantojuvenil en la literatura y educación europea (pp. 141-156). Editorial Dykinson ISBN: 9788410704565 DOI: https://doi.org/10.14679/3300

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