Os mármores do anticlinal: logísticas de extracção e transporte.
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A terceira fase do projecto de História da Indústria dos Mármores permitiu desenvolver um conjunto de estratégias metodológicas inovado- ras que se apresentam neste texto, bem como nos capítulos dos autores da linha de Arqueologia. É certo que se avançou na determinação dos locais de possível extracção em época romana e também na leitura da rede de povoamento, mas o foco ampliou-se muito. Procurou-se perceber qual a rede de escoamento dos mármores, procurando aplicar inovadoras aná- lises de modelos digitais de terreno e de estudos de custo de transporte. Analisaram-se as possíveis rotas para o trânsito dos produtos, de acordo com a infra-estruturação do território e com as logísticas de distribuição e promoção do mármore. Mapeou-se a distribuição conhecida dos már- mores, percebendo até onde chega a sua dispersão e propondo faseamen- tos cronológicos, também em função dos possíveis clientes.
Sabe-se, contudo, que este trabalho se encontra longe da sua conclu- são, permanecendo inúmeras questões em aberto. Deste modo, elencam- -se também várias pistas para o futuro, desde a análise de modelos digitais ainda mais apurados, até à utilização de meios tecnológicos de alta pre- cisão que permitam reconhecer as inúmeras dimensões da exploração em época romana que ainda não foram trazidas para a luz da análise.
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A. Carneiro. P. Trapero Fernandez, N. Moreira (2022) A exploração do mármore do anticlinal de Estremoz em época romana: discussão dos resultados e perspectivas de futuro. In Mármore, 2000 anos de História. Volume III: Contributo dos mármores do Alentejo para a afirmação das artes (Coord. André Carneiro, Clara Moura Soares, Fernando Grilo e Vítor Serrão). [s.l.], Almedina, p. 143-158