O Passo Alto no contexto dos povoados fortificados do Bronze Final do Sudoeste

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Instituto de Arqueologia de Mérida

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O povoado do Passo Alto, junto ao Chança, possui um sistema de defesa complexo. Deste faz parte uma muralha, na zona de mais fácil acesso, constituida por terra calcada misturada com pequenas pedras; seria encimada por uma estrutura de blocos de xisto e madeira que, a certa altura, terá sofrido um incêndio, junto à entrada do povoado. Este troço da muralha foi, então, substituido por um outro, que foi adossado à sua face externa, constituido também por terra calcada misturada com pequenos fragmentos de xisto, revestido na face exterior por uma fiada de pedras sobrepostas e, na face interna, por grandes lajes e blocos de xisto colocados lado a lado, de cutelo. A reforçar este sistema de defesa, existia um pequeno fosso e uma faixa de cavalos-de-frisa, a barrar o corredor de mais fácil acesso ao povoado. Através da datação pelo radiocarbono de amostras de vida curta foi determinado, como muito provável, que o sistema de defesa do Passo Alto estaria em uso nos sécs. X e IX a.C. e, por conseguinte, a sua implantação teria ocorrido no séc. X ou, mesmo, um pouco antes.

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ANTUNES, Ana Sofia, SOARES, António Monge e DEUS, Manuela de (2012) - O Passo Alto no contexto dos povoados fortificados do Bronze Final do Sudoeste. In Sidereum Ana II. El Rio Guadiana en el Bronce Final, editado por Javier Jiménez Ávila, pp. 249-276. Mérida-Badajoz, 28-30 de maio de 2008. Mérida, Espanha: CSIC, Instituto de Arqueologia de Mérida.

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