A família: da evidência do senso comum à "categoria realizada"
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Universidade de Évora - Departamento de Sociologia
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Desde Durkheim que a família tem sido perspectivada pela Sociologia enquanto instituição social na relação (e associação) com forças sociais mais amplas, como a industrialização, o capitalismo, ou o patriarcado. Na leitura deste objecto científico, as teorias funcionalistas, marxistas ou feministas foram paulatinamente substituídas pelas teses da individualização, desinstitucionalização e risco. De facto, na actualidade, são estas teses, até certo ponto hegemónicas no pensamento social contemporâneo a partir dos anos 90 do século XX e já nos anos 2000, que oferecem a chave explicativa para a mudança n(d)a família. Este texto propõe um olhar plural e sociologicamente ancorado em torno da família como instituição social, hoje. Especificamente, reúne e sintetiza o património teórico recente que permite apresentar e discutir os principais eixos em que se alicerça a ideia de ‘família contemporânea’, para depois retomar os principais debates subjacentes à multiplicidade e diversidade de configurações familiares na sociedade ocidental, seus contornos e desafios.
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Costa, Rosalina (2013). «A família: da evidência do senso comum à "categoria realizada"». In M. M. Serrano [Org.] Um Retrato das Instituições na Sociedade Contemporânea. Évora: Universidade de Évora - Departamento de Sociologia. (ISBN: 978-989-96532-3-8) (no prelo)