Abordagem proactiva em prevenção tabágica: intervenção em Évora

dc.contributor.authorBonito, Jorge
dc.contributor.authorRebelo, Hugo
dc.date.accessioned2013-01-21T15:48:52Z
dc.date.available2013-01-21T15:48:52Z
dc.date.issued2012-02-09
dc.description.abstractA principal causa de morte evitável, na União Europeia, continua a ser fumar tabaco, atribuindo-se mais de meio milhão de morte por ano. Estima-se que existam cerca de 2 milhões de fumadores em Portugal, dos quais 60% querem deixar de fumar. Destes 50% tenta a cessação ao longo de um ano e apenas 10% pede ajuda. Uma estratégia global de combate a este flagelo deve envolver uma abordagem tri-flanqueada: prevenção, sensibilização (informação) e controle. No domínio da prevenção, um aconselhamento de 3 min poderá ter uma taxa de sucesso na cessação tabágica de 2%, enquanto um aconselhamento breve de 10 minutos poderá cegar aos 3%. No âmbito da componente prática da unidade curricular de Educação para a Saúde, assegurada ao curso de Licenciatura em Ciências da Educação na Universidade de Évora, foi realizada uma abordagem proactiva seguindo os três “A”: abordar, avaliar e aconselhar. A intervenção fez-se no Terminal de Évora da Estação Rodoviária do Alentejo em 16 de dezembro de 2011 (entre as 15h e as 19h). Seguiu um algoritmo definido em aula e treinado por roleplaying. Em termos de resultados, das mais de 579 abordagens pró-ativas, 38,9% das pessoas declararam ser fumadoras (53,3% do sexo masculino), enquanto 51,1% das mulheres assumiram não fumar. As medições do monóxido de carbono (CO) assumiram valores preocupantes. Cerca de 25% dos avaliados estão na zona de fumadores com altos níveis de CO no sangue (11-20 ppm) e a mesma percentagem encontra-se em zona muito perigosa (“fumador pesado”). Registou-se uma certa tendência das mulheres apresentarem valores de CO superiores aos dos homens, o que corresponde a maior consumo de cigarros por aquele sexo. O valor mais elevado encontrado, de envenenamento por CO, foi de 56 pp para os homens e de 59 ppm para as mulheres. Entre os avaliados, encontraram-se crianças de 13 anos de idade como fumadores leves e outras de 14, 15, 16 e 17 anos como fumadores e até fumadores pesados. Estes resultados apontam para um cenário muito complicado em termos de saúde individual. Não é suficiente prevenir e capacitar as pessoas para as escolhas positivas. Em educação para a saúde o fortalecimento dos contextos é essencial, e nesta atividade recolhemos vários testemunhos de crianças que dizem adquirir tabaco com alguma facilidade juntos dos comerciantes da zona. A repetição de ações desta natureza está entre os objetivos da unidade curricular de Educação para a Saúde, esperando-se em breve novas cooperações com a Administração da Rodoviária do Alentejo, destinadas a grupos particulares (por exemplo, os colaboradores da própria Rodoviária).por
dc.identifier.authoremailjbonito@uevora.pt
dc.identifier.authoremailhrebelo@hrebelo.com
dc.identifier.localCoimbra
dc.identifier.scientificarea229por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/7541
dc.identifier.withinvitedoralpresentationnaopor
dc.identifier.withoralpresentationnaopor
dc.identifier.withposternaopor
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectconsumo de tabacopor
dc.subjectabordagem proativapor
dc.subjectmedição de monóxido de carbonopor
dc.titleAbordagem proactiva em prevenção tabágica: intervenção em Évorapor
dc.typelecturepor
degois.publication.locationCoimbrapor
degois.publication.titleII Congresso Nacional de Patologia Dualpor

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