O último regimento do Hospital de Todos os Santos (1632)

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Edições Húmus

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Considerado, em Quatrocentos, o “primeiro hospital entre os cristãos” , o Hospital de Santa Maria Nuova de Florença (fundado pela família Portinari em 1288) terá fornecido as linhas orientadoras do primeiro regimento do Hospital de Todos os Santos, de 1504 , cumprindo assim o testamento do seu fundador, D. João II, que citara igualmente o hospital de Siena. Reconhecia o rei português, como o seu contemporâneo Henrique VII quando quis reformar o Hospital Savoy, em Londres, a excelência dos hospitais italianos ao tempo, tomando-os como modelo . Só mais de um século depois, o Hospital de Todos os Santos voltaria a ter um novo e derradeiro regimento: o Reglamento de el Hospital Real de la Ciudad de Lisboa hecho en el año de 1632 , documento actualmente custodiado no Archivo Regional de la Comunidad de Madrid. Uma adenda sobre a admissão dos praticantes de cirurgia e sangria, presumivelmente ainda do século XVII, outra de 25 de Janeiro de 1731, sobre o recrutamento de médicos e organização das visitas às enfermarias, e ainda outra de 1739, sobre a assistência dos clérigos aos moribundos , bem como a prática administrativa da instituição confirmam que o Reglamento de el Hospital Real esteve em vigor – em termos gerais, não necessariamente no rigor regulamentário – pelo menos até meados do século XVIII, quando se começou a planear a transição do hospital para o Colégio de Santo Antão.

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Abreu, Laurinda, "Os Hospitais Portugueses da Idade Média aos dias de hoje", Maria Marta Lobo de Araújo (coord), Edições Húmus, 2022, pp. 73-118

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