"A Escrita Negra de Vergílio Ferreira"
| dc.contributor.author | Lima, Maria Antónia | |
| dc.date.accessioned | 2016-11-17T17:48:02Z | |
| dc.date.available | 2016-11-17T17:48:02Z | |
| dc.date.issued | 2016-03-01 | |
| dc.description.abstract | A ESCRITA NEGRA de VERGÍLIO FERREIRA Maria Antónia Lima Universidade de Évora/ CEAUL Num tempo de crise existencial justificada pela permanente inquietação dos indivíduos perante um destino incerto, inseguro e imprevisível, gerador de constantes sintomas de desorientação e de vazio antropológico, surge decerto uma profunda identificação com a obra de Vergílio Ferreira, um autor que confessou não ter nascido para “escrever coisas alegres”, sendo o seu romance Para Sempre considerado um livro pessimista, negro e macabro. Títulos como Onde tudo foi morrendo revelam bem esta falta de vocação do autor para o optimismo literário, essencialmente resultante de Vergílio ter desde sempre sentido trazer dentro de si um “eu” que “é para morrer”, o que lhe concedeu profunda consciência do absurdo negro da existência e dessa “estúpida inverosimilhança da morte”. Daí que a sua análise da condição do homem em face do mistério da vida e da morte inevitavelmente se desenvolva através de uma escrita negra que recria a solidão cósmica com que grande parte dos seus duplos-narradores se debatem, partilhando uma visão negra também comum a muitos protagonistas do film noir americano alicerçado na ficção policial de autores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e James M. Cain. Como Vergílio, esta geração de escritores e realizadores, além de partilharem o mesmo interesse pela construção da narrativa cinematográfica e pela mútua contaminação entre literatura e cinema, buscavam a autenticidade das suas personagens através da construção de dramas inteligentes permeados de niilismo e fatalismo onde seres solitários e moralmente ambíguos deambulavam, revelando corrupções sociais e humanitárias tão comuns ao nosso tempo. Como Humphrey Bogart, um dos actores americanos mais conotados com o noir, qualquer personagem central de Vergílio Ferreira poderia muito bem ter concluído que “things are never so bad they can’t be made worse”. | por |
| dc.identifier.authoremail | mal@uevora.pt | |
| dc.identifier.citation | Lima, Maria Antónia. "A Escrita Negra de Vergílio Camões". Congresso Internacional Comemorativo do Centenário "Vergílio Ferreira - Entre o Silêncio e a Palavra Total, Universidade de Évora, 29 Fev. - 02 Mar., 2016. | por |
| dc.identifier.scientificarea | 296 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/19139 | |
| dc.identifier.withinvitedoralpresentation | nao | por |
| dc.identifier.withoralpresentation | sim | por |
| dc.identifier.withposter | nao | por |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Vergílio Ferreira | por |
| dc.subject | Escrita Negra | por |
| dc.title | "A Escrita Negra de Vergílio Ferreira" | por |
| dc.type | lecture | por |