O ensino da música nas instituições monásticas eborenses durante os século XVII: O caso do mosteiro de S. Bento de Cástris
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A cidade de Évora estabeleceu-se nos séculos XVI e XVII como um importante centro de actividade musical, não só através da prática musical mas também pelo ensino da música e formação de músicos. O Colégio dos Moços do Coro da Catedral eborense preparou sucessivas gerações de músicos que ocuparam cargos de relevo como mestres de capela, cantores ou instrumentistas em inúmeras instituições eclesiásticas não só em Portugal como também em Espanha e no Novo Mundo. Contudo, paralelamente à actividade musical na Sé de Évora, outras instituições religiosas mantiveram também uma actividade musical regular, nomeadamente as casas monásticas, nas quais se inclui o mosteiro de S. Bento de Cástris. Esta casa feminina cisterciense nos arredores de Évora manteve uma actividade musical regular até à extinção das ordens religiosas em 1835. O largo número de fontes musicais assim como os livros de tombo são testemunhos da relação musical do mosteiro com a cidade e, particularmente, com a Sé de Évora. Esta comunicação explora a relação entre o mosteiro e a Catedral eborense no respeitante ao ensino da música, enquadrando-a num contexto ibérico onde relações similares foram já identificadas e estudadas, traçando assim uma ponte entre o mundo monástico e secular e a sua aproximação pós-tridentina.
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Henriques, Luís. "O ensino da música nas instituições monásticas eborenses durante os século XVII: O caso do mosteiro de S. Bento de Cástris". IV Symposium on the Paradigms of Teaching Musical Instruments in the 21st Century, Universidade de Évora, 7-9 de maio de 2015. ISBN 978-989-8132-14-7