A cisão pós-moderna de crise e revolução: algumas reflexões sobre Žižek e Negri
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presente trabalho visa dar um contributo sobre a problemática geral da retoma actual do marxismo: a
partir da análise de duas posições teóricas – a de Žižek e a de Negri – que com estratégias muito diferentes procuram
pôr o problema da “revolução na pós-modernidade”, tentar-se-á esclarecer quais são as consequências que se
escondem na actual separação da questão da revolução da dinâmica do desenvolvimento e das crises do modo de
produção capitalista. A hipótese que se tentará desenvolver é a de que dessa cisão entre objectividade e
subjectividade, partilhada por Negri e Žižek, contem o perigo do “retorno” a uma teoria da revolução ao fundo prémarxista,
ou seja a reafirmação de uma relação de imanência-transcendência que afirma uma posição “teológica” da
problemática da emancipação humana. Tanto a “plenitude ontológica” da subjectividade negriana como a “falta de
plenitude ontológica” da subjectividade de Žižek reafirmam a exigência heideggeriana de onticização do ontológico
que parece reproduzir em forma pós-moderna a exigência idealista jovem-hegeliana da realização historico-objetiva
da essência racional subjectiva.
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«A cisão pós-moderna de crise e revolução: algumas reflexões sobre Žižek e Negri», Germinal: Marxismo e educação em debate, Londrina (Paraná), vol. 1, n. 2 (jan. 2010), pp. 79-90 (ISSN 2175-5604. Indexação: BBE; CAPES; LATINIDEX; DOAJ; RCAAP; CAPES B2).