«Hoje é a brincar» - Confissão humorística em desenhos e letras no tempo de Mário de Sá-Carneiro

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Universitè Paris-Sorbonne; Éditions Hispaniques

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Organizei este ensaio como um quadrado. Conheço os vértices, mas ignoro as linhas que vão de canto a canto. Cristiano de Carvalho (1874 – 1940) é o primeiro ângulo e um dos raros artistas portugueses que cabe na categoria de artista anarquista. O humor que desenhou estava ao serviço das causas sociais em que militava, o desenho era um despertador de consciências. Leal da Câmara (1876 – 1948) foi outro idealista e caricaturista revolucionário abordado de forma sucinta neste texto. Tentei resgatar a «lenda boémia» do excepcional desenhador que foi Stuart Carvalhais (1887 –1961). Foi ele que traçou as mais conhecidas caricaturas-retratos de Santa-Rita Pintor (1889-1918) e de Mário de Sá-Carneiro, parte delas traçadas com toda a probabilidade em Paris. Cem anos após o nascimento de Santa-Rita Pintor, surgiu Sanita Pintor e não emergiu só. Em Janeiro de 1889, na Galeria Quadrum, em Lisboa, com ele se apresentaram, performaticamente, Amadeu de Sousa Veloso, Palmada e Maluca. A exposição e o grupo intitulou-se «Os Ases da Paleta». Manuel João Vieira (n. 1962) encarnou Sanita Pintor, Fernando Brito (n. 1958) teve por pseudónimo Palmada, Pedro Portugal (n. 1963) deu vida a Amadeu de Sousa Veloso e João Paulo Feliciano (n. 1963) era Maluca.

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