Novos textos musicais para as monjas de Cástris no final de Setecentos
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Após a exclaustração determinada pela legislação pombalina em 1776, e em que as bernardas eborenses se uniram à comunidade cisterciense de Odivelas nesse mesmo ano no mês de maio. Abril de 1778 marca um período do reerguer do mosteiro, que se faria sentir também em termos musicais. Entre os treze livros de coro identificados como tendo pertencido ao mosteiro no âmbito do projeto ORFEUS, encontramos um grupo de três livros copiados já em época tardia especificamente para esta casa. Trata-se dos livros de coro 15, 16 e 18 atualmente preservados no Arquivo Distrital de Évora e digitalizados na base de dados ORFEUS. Foram os três copiados no scriptorium do Mosteiro de Alcobaça por ou sob a direção de Fr. Rodrigo das Dores no ano de 1798 por encomenda da abadessa D. Ana Rita Peregrina do Desterro. Estes livros constituem-se como importantes testemunhos das alterações na paisagem sonora do coro do mosteiro eborense com adições ou alterações das rubricas musicais, sobretudo aquelas destinadas ao Ofício, nomeadamente o de Vésperas e as chamadas “horas menores” (Prima, Tertia, Sexta e Nona). Uma vez que foram identificados livros de coro pertencentes ao mosteiro com semelhantes funções datados dos séculos XVI a inícios do XVIII, torna-se possível um estudo comparativo sobre quais as transformações que estes volumes tiveram na paisagem sonora interna do mosteiro no final de Setecentos.
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Conde, Antónia Fialho e Henriques, Luís, "Novos textos musicais para as monjas de Cástris no final de Setecentos". X Residência Cisterciense S. Bento de Cástris: S. Bento de Cástris na diáspora cisterciense. Desafios actuais e futuros. Mosteiro de S. Bento de Cástris, 15-16 Setembro 2022.