Preditores de risco de violência em pessoas idosas autónomas na Região Alentejo (Portugal)

Abstract

A violência contra pessoas idosas revela a indignidade e o abuso a que estes indivíduos estão sujeitos e, simultaneamente, constitui-se como um problema social com implicações significativas no seu quotidiano de vida. A deteção precoce do risco de violência sobre as pessoas idosas não integra ainda as guidelines/normas/procedimentos habituais da prevenção, realizadas pelos serviços de saúde, embora atualmente a violência sobre as pessoas idosas seja considerada pela OMS (2014) um problema de saúde pública a que cada comunidade deve dar resposta. Este estudo teve como objetivo analisar os preditores de risco de violência sobre as pessoas idosas. No âmbito do projeto ESACA – Envelhecer Em Segurança No Alentejo – Refª: ALT20-03-0145-FEDER-000007, financiado pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e UE, foi realizado um estudo transversal e exploratório com pessoas idosas autónomas (não institucionalizados) da região do Alentejo Central. A amostra foi constituída por 503 pessoas idosas que frequentam o programa “Seniores ativos” na Universidade Sénior de Évora. Após preencheram o termo de consentimento informado, foi realizada a entrevista presencial, com a coleta de dados sociodemográficos e o preenchimento da escala ARVINI (MENDES et al., 2019). Todos os procedimentos éticos da investigação com seres humanos foram seguidos, foram obtidas todas as autorizações exigidas para o estudo, bem como o consentimento informado e foram igualmente garantidas todas as condições de anonimato e confidencialidade das respostas obtidas. Nesta investigação verificaram-se alguns fatores que demonstraram ser preditores de risco de violência contra pessoas idosas, são estes: ser mulher, casada ou viúva, ter baixa escolaridade, baixos rendimentos e viver com os filhos. Caraterísticas bastante comuns na sociedade, que associadas ao aumento das comorbilidades, eleva o grau de risco. Porém, o número real de ocorrência de violência contra pessoas idosas é subdiagnosticado. Assim, torna-se premente dar relevância às menores manifestações percentuais de ocorrência de violência sobre as pessoas idosas, uma vez que podem indiciar a ponta de um grande iceberg populacional.

Description

Citation

Mendes, F., Zangão, O., Gemito, L., Silva, M. & Torres, G. (2022). Preditores de risco de violência em pessoas idosas autónomas na Região Alentejo in G. Torres, F. Miranda, T. Nobre, A. Mendonça, T. Souza, D. Pereira & M. Araújo (Org.), Aspetos biológicos e tecnológicos do processo de envelhecimento humano (pp. 47-57). Editora CRV. DOI 10.24824/978652513197.9

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By