Práticas Jazzísticas no Ensino do Clarinete
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Fundação Luis de Molina
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Com a chegada da estética do jazz ao ensino superior português e consequente integração das suas especificidades nas metodologias de ensino da música, é oportuno questionar a relação entre o ensino tradicional de instrumento e o ensino de instrumento jazz. Neste artigo iremos abordar de que forma as “práticas jazzísticas” poderão ser um conjunto relevante de ferramentas a integrar no ensino tradicional do clarinete. Como ponto de partida indicar-se-ão algumas das principais diferenças estéticas e culturais entre os géneros afro-americanos e o cânone dos géneros de tradição europeia. Por outro lado, e numa perspectiva inclusiva, analisaremos o método para ensino do clarinete da autoria de Benny Goodman publicado em 1942 – sendo Goodman reconhecido internacionalmente como um dos melhores exemplos de um clarinetista multifacetado. Observa-se também que a forma como o músico de jazz aborda o estudo do seu instrumento, em especial a nível da exploração de materiais melódicos, harmónicos e rítmicos poderá ser de grande importância para o ensino tradicional do clarinete bem como para a abordagem (estudo/interpretação) do seu repertório tradicional. Ao integrar estas práticas, o clarinetista não só ficará equipado com um espectro mais largo de exercícios para o estudo do seu instrumento, bem como incorporará no seu dia-a-dia o estudo da sempre tão “inacessível” improvisação.
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Citation
Gaspar, Paulo; Lopes Eduardo (2011). “Práticas Jazzísticas no Ensino do Clarinete”, in Eduardo Lopes (coord.), Perspectivando o Ensino do Instrumento Musical no Séc. XXI, UnIMeM, Fundação Luís de Molina