Práticas musicais na corte: a figura feminina como modelo para a perpetuação da «ilusão dos salões»

dc.contributor.authorSá, Vanda de
dc.contributor.editorFERNANDES, cristina
dc.contributor.editorORTEGA, Judith
dc.date.accessioned2024-01-03T13:21:03Z
dc.date.available2024-01-03T13:21:03Z
dc.date.embargo2023
dc.date.issued2023
dc.description.abstractPráticas musicais na corte: a figura feminina como modelo para a perpetuação da «ilusão dos salões» O círculo de influência da corte: No período final do Antigo Regime, a música desempenhou um papel relevante na sua dupla função de instrumento de distinção das elites e domínio de afirmação no feminino. A análise das práticas musicais, articulada com a construção do discurso por parte da aristocracia, permite identificar traços de renovação que, ao serem introduzidos no quadro mais geral da sociabilidade, estenderam a sua influência, uma vez que foram replicadas como novidades nos salões da burguesia e das classes intermédias. O presente estudo pretende analisar as práticas musicais inseridas no processo de transformação de sociabilidades que ocorreu no contexto português, em particular na cidade de Lisboa. O papel da Coroa como entidade promotora de festividades públicas coincide com uma atividade musical intensa no espaço interior e privado da família real. No que concerne às práticas musicais na corte, a influência de D. Maria Ana de Áustria (1683-1754) foi marcante ao introduzir o costume de celebrar nos seus aposentos ou nos do seu esposo — D. João V — festas de aniversário e dias onomásticos. Promoveu ainda a realização de récitas, cantatas, serenatas e representações no Paço que contavam, entre os convidados, com ilustres membros da nobreza, os quais, para além da família real, podiam participar ativamente ao lado dos músicos profissionais. Os relatórios da Nunciatura Apostólica incluem referências a este tipo de práticas musicais, bem como a bailes promovidos por estrangeiros onde se deslocaram a Rainha e a alta fidalguia local. Acrescem ainda referências a concertos de música instrumental, nos quais a ênfase assenta na quantidade e diversidade dos instrumentos que se fizeram ouvir.por
dc.identifier.authoremailvandasa@uevora.pt
dc.identifier.citationSÁ, Vanda de, (2023) – “Práticas musicais na corte: a figura feminina como modelo para a perpetuação da «ilusão dos salões»” In Cristina Fernandes, Judith Ortega (eds.), Música en las cortes ibéricas (1700-1834): cerimonial, artes del espectáculo y representación del poder. Madrid: SEdeM, 2023. pp. 405-430. ISBN: 978-84-19911-00-1por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/35847
dc.language.isoporpor
dc.publisherMadrid: SEdeMpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectMúsica na Cortepor
dc.subjectD. Maria Ipor
dc.titlePráticas musicais na corte: a figura feminina como modelo para a perpetuação da «ilusão dos salões»por
dc.typebookPart

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