Instituições e auto-organização em redes comerciais e financeiras no espaço ibérico (segunda metade do século XVI - 1609)

dc.contributor.authorRibeiro, Ana Sofia
dc.contributor.editorLopes, Bruno
dc.contributor.editorJesus, Roger Lee
dc.date.accessioned2020-12-02T15:25:55Z
dc.date.available2020-12-02T15:25:55Z
dc.date.issued2019
dc.description.abstractNas últimas décadas, a historiografia, na senda da tradição da Nova Economia Institucionalista, tem salientado que a cooperação e a associação bem-sucedida entre mercadores dedicados ao comércio de longa distância se devem ao surgimento e fortalecimento de instituições, sobretudo mais formais e legalistas. Autores como Ogilvie, Gelderblom ou Grafe têm apontado como algumas instituições, por exemplo as companhias monopolistas(norte-europeias, sobretudo), consulados e outras nações ou colónias comerciais nacionais ou o desenvolvimento e alargamento da cultura jurídica, contratual e notarial da Época Moderna, sustentaram o entendimento entre agentes comerciais. Autores que versam sobre instituições informais sublinham que a confiança entre parceiros só seria possível de manter dentro de comunidades fechadas, que partilhassem uma ascendência ou origem cultural comum (Greif, Studnicki-Gizbert, Aslanian). Este capítulo, a partir de dois estudos de caso ibéricos, analisa o papel das instituições formais e informais no estabelecimento e manutenção da cooperação em parcerias comerciais portuguesas e espanholas, na segunda metade do século XVI e primeiros anos do século XVII. Procura perceber como foi o recurso destes homens às instituições formais pré-existentes, quais as suas reações àquelas que se procuraram criar nesta época. Salienta, num segundo momento, a partir de dados recolhidos em cartórios notariais e correspondência comercial, os mecanismos utilizados para o sustentáculo das parcerias comerciais(normas informais), tal como os meios de policiamento. Finalmente, discute este problema à luz de teorias explicativas da teoria de redes e cooperação, que poderão ajudar a compreender como emergem estas instituições informais, nomeadamente a partir do conceito de auto-organização.por
dc.identifier.authoremailasvribeiro@uevora.pt
dc.identifier.citationRibeiro, Ana Sofia (2019), Instituições e auto-organização em redes comerciais e financeiras no espaço ibérico (segunda metade do século XVI - 1609) in Lopes, Bruno e Jesus, Roger Lee (eds.) - Finanças, economias e instituições no Portugal Moderno (sécs. XVI-XVIII). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, pp. 131-170.por
dc.identifier.doihttp://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-1638-4_5por
dc.identifier.scientificarea704por
dc.identifier.urihttps://research.unl.pt/ws/portalfiles/portal/16877494/Financas_economias_e_instituicoes.pdf
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/28428
dc.language.isoporpor
dc.publisherImprensa da Universidade de Coimbrapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectInstituições Formaispor
dc.subjectnormaspor
dc.subjectredes comerciais ibéricaspor
dc.subjectauto-organizaçãopor
dc.titleInstituições e auto-organização em redes comerciais e financeiras no espaço ibérico (segunda metade do século XVI - 1609)por
dc.typebookPartpor

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