As Representações Sociais da Medicalização nos Estudantes de Enfermagem

dc.contributor.authorMendes, Felismina
dc.contributor.authorMarques, Maria do Céu
dc.date.accessioned2013-01-22T16:27:49Z
dc.date.available2013-01-22T16:27:49Z
dc.date.issued2012-06
dc.description.abstractA medicalização descreve o processo pelo qual os problemas sociais vão sendo progressivamente definidos, tratados, transformados e reclassificados como problemas médicos ― nomeadamente, em termos de doenças ou desordens/distúrbios (Conrad, 2007). Quotidianamente, incorporamos a terminologia médica no modo como experimentamos a vida e como traduzimos os nossos próprios sentimentos, motivações e desejos. Trata-se da produção de realidades que, por meio de práticas e discursos, engendram novas maneiras de os indivíduos entenderem, controlarem e experimentarem os seus corpos e sentimentos (Dantas, 2009). Ao estudar a medicalização do quotidiano, a preocupação reside em analisar os processos pelos quais a medicalização se acentua, alastra e penetra em todas as áreas da vida dos indivíduos. Objetivo: Identificar as RS da medicalização de um grupo de estudantes de enfermagem.
Descrição dos Procedimentos: estudo exploratório, realizado a 75 estudantes de enfermagem. A recolha dos dados foi feita no espaço temporal de um mês, utilizando questionário, com questões sócio-demográficas e um estímulo indutor. Foi utilizada a técnica da associação livre de palavras. Os dados forneceram a estrutura das representações sociais e a força da relação entre elementos. Resultados: Os participantes no estudo eram predominantemente do sexo feminino, com idade média de 28 anos e um desvio padrão de 9,8 anos. Foram evocadas pelos estudantes 223 palavras, sendo 26 diferentes. As representações sociais de medicalização para os estudantes de enfermagem têm a seguinte estrutura: no núcleo central, onde se podem encontrar os elementos mais consensuais. Assim encontramos: dependência, doença, dor, indefinição, medicamentos, saúde e sociedade. Na segunda periferia encontramos os seguintes elementos: ansiedade, bula, farmácia, generalização, isolamento, médico, medo, preconceito e sofrimento. Conclusão: Os resultados revelam que as estruturas das representações sociais de medicalização encontram-se ancoradas em termos médicos, generalizados socialmente e integrados nos esquemas de pensamento dos alunos. Nelas estão presentes os tradicionais protagonistas da medicalização: a medicina, a indústria farmacêutica e os próprios indivíduos.por
dc.identifier.authoremailfm@uevora.pt
dc.identifier.authoremailcmarques@uevora.pt
dc.identifier.citationMendes, F. & Marques, M.C. “As Representações Sociais da Medicalização nos Estudantes de Enfermagem”. Comunicação integrante do Simpósio As Representações Sociais da Medicação (Terapêutica) e Medicalização, apresentada na 11ª Conferência Internacional de Representações Sociais (CIRS). Évora 25 a 29 de junho de 2012.por
dc.identifier.scientificarea745por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/7622
dc.identifier.withinvitedoralpresentationnaopor
dc.identifier.withoralpresentationsimpor
dc.identifier.withposternaopor
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectRepresentações Sociais; medicalização; problemas médicos; problemas sociaispor
dc.subjectMedicalizaçãopor
dc.subjectProblemas médicospor
dc.subjectProblemas sociaispor
dc.titleAs Representações Sociais da Medicalização nos Estudantes de Enfermagempor
dc.typelecturepor
degois.publication.issue11ªpor
degois.publication.locationÉvorapor
degois.publication.title11ª Conferência Internacional de Representações Sociais (CIRS). Évora 25 a 29 de junho de 2012por

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