Em Portugal, Fasciola hepatica, Fasciola gigantica ou hibridos? Um estudo morfométrico

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Associação Portuguesa de Buiatria

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Em Portugal, Fasciola hepatica, Fasciola gigantica ou hibridos? Um estudo morfométrico Martins, L.C.A, Zuquete.S., Vilhena M. M.C., Padre L., Padre L.: lpadre@uevora.pt Introdução: A diferenciação e identificação das populações de Fasciola hepaticaXFasciola gigantica é importante no controlo da doença, tendo em conta as diferentes características de transmissão, epidemiologia e patologia. Objetivos: Estudar a morfologia de exemplares de Fasciola spp. colhidos em bovinos abatidos no matadouro de Beja. Materiais e Métodos: Cada espécime de Fasciola spp. foi montado numa lâmina com a face da ventosa ventral para cima e observado à lupa, com o auxílio de uma régua com precisão de 0,5mm, determinaram-se os parâmetros morfométricos indicados em bibliografia de referência para este tipo de estudo (comprimento total, distância entre a união das glândulas vitelinas e a extremidade posterior do corpo, distância entre a ventosa ventral e a extremidade posterior do corpo e calculou-se a razão entre a largura máxima do corpo e o seu comprimento). Os valores obtidos foram comparados com valores referência para as diferentes espécies. Resultados: Na população em estudo verificou-se a existência de exemplares com características morfométricas compatíveis com valores de referência de Fasciola hepatica, Fasciola gigantica e formas hibridas. Conclusões: Este tipo de estudo, realizado pela primeira vez a esta escala em Portugal, revela diferenças significativas entre os exemplares, o que recomenda uma caracterização e classificação taxonómica das populações de Fasciola spp. presentes no nosso país. A caracterização orfométrica per si mostrou evidências, mas não o suficiente para uma identificação inquestionável à espécie, colocando-se por isso as seguintes hipóteses: estamos perante uma população de Fasciola hepatica com valores superiores aos considerados como referência, estamos perante a presença de Fasciola gigantica e de formas híbridas, ou apenas a ocorrência de formas híbridas uma vez que os valores obtidos não se enquadraram de modo inequívoco nos intervalos padronizados para as referidas espécies.

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Martins L., Zuquete S., Vilhena M.C., Padre L. (2019). Em Portugal, Fasciola hepatica, Fasciola gigantica ou hibridos? Um estudo morfométrico. Livro de Resumos XX jornadas Associação Portuguesa de Buiatria, 77-78.

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