Pesquisa em aleitamento materno: Empoderar o enfermeiro
Loading...
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Atena Editora
Abstract
A obra “Pesquisa em Aleitamento Materno: Empoderar o Enfermeiro”, tem como
foco principal contribuir para o empoderamento dos enfermeiros e outros profissionais
de saúde, na tomada de decisões e de colaboração no Aleitamento Materno, mediante
a apresentação de 6 capítulos que versam a temática do Aleitamento Materno sob várias
perspetivas.
A obra abordará de forma categorizada pesquisas desenvolvidas por estudantes do
Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Escola Superior
de Enfermagem São João de Deus da Universidade de Évora, na Unidade Curricular – Aleitamento Materno.
Partindo da premissa da Organização Mundial da Saúde, recomendando que os bebés sejam amamentados exclusivamente de leite materno até aos seis meses de idade e que este leite faça parte da sua dieta até atingir os dois anos de idade, trazendo inúmeros benefícios, não só para a criança, como também para a mãe. O leite materno leva ao estabelecimento de uma microbiota intestinal que afeta profundamente a maturação do sistema imunológico do recém-nascido. Sendo a microbiota intestinal um dos principais
fatores conhecidos por afetar o sistema imunológico, apurámos, que o aleitamento materno durante o primeiro semestre de vida contém uma série de oligossacarídeos naturais que estimulam o crescimento de bactérias no intestino do bebé. Em outros estudos, verificou-se que as crianças amamentadas têm um Quociente de Inteligência e neuro desenvolvimento mais elevado, comparando com crianças não amamentadas, tendo em conta a duração do aleitamento materno exclusivo, ou seja, quanto maior for o tempo que a criança recebe leite materno de forma exclusiva, maior é o seu Quociente de Inteligência e/ou neuro desenvolvimento.
Considerámos ainda relevante compreender a funcionalidade e benefícios da existência dos bancos de leite humano, observando a sua importância na promoção do aleitamento materno.
A amamentação é um processo biológico e fisiológico. Contudo, a mulher que
amamenta faz parte e integra um contexto familiar, social, económico, religioso e político que afeta a decisão da mulher no e durante o processo de amamentação. Especificamente, constatou-se que o pai, pode ter uma influência positiva ou negativa, na duração e na satisfação da mãe em relação ao processo de amamentação. Assim, também o pai deve
ser envolvido no processo de amamentação, com intervenções dirigidas e com enfoque
nos ensinos.
O Método de Cuidado Mãe Canguru, para além do envolvimento da mãe, também possibilita o envolvimento do pai, uma vez que o contato precoce pele a pele, entre a mãe/pai e o filho prematuro ou de baixo peso ao nascer, estimula a amamentação e traz vantagens para a tríade. Nas equipas de profissionais de saúde com formação sobre este método, existe uma maior adesão desses profissionais, porque conseguem perceber os benefícios do método.
Não nos foi indiferente a incerteza em torno do aleitamento materno e a vacinação
contra a infeção por SARS-CoV-2. Verificámos que as vacinas não devem ser recusadas
a lactantes que de outra forma satisfaçam os critérios de vacinação, pois os benefícios da
amamentação superam os riscos da administração da vacina para o lactente, devendo esta decisão final ser tomada pela mulher juntamente com os profissionais de saúde, tendo em conta as suas condições de saúde, sociais, familiares e profissionais.
Description
Citation
Zangão, O. org. (2021). Pesquisa em aleitamento materno: Empoderar o enfermeiro. Ponta Grossa: Atena editora. ISBN: 978-65-5983-422-8. DOI: 10.22533/at.ed.228211908. Disponível em: https://www.atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/pesquisa-em-aleitamento-materno-empoderar-o-enfermeiro