A escrita, a informação e a honra: as provas de limpeza de sangue no Algarve setecentista
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Em Portugal, no Antigo Regime, a honra constituía um capital sobrevalorizado. Ao indivíduo cabia provar e às instituições reputadas avaliar esse atributo. Não o tendo estava sujeito à exclusão de cargos, ofícios e veneras. Os testemunhos orais, decorrentes de inquéritos para habilitações, passados a escrito, representavam os principais instrumentos de averiguação da honra. Neste estudo, pretende-se conhecer, em particular, os fluxos informacionais estabelecidos entre dois tribunais da administração central do período Moderno (o Santo Ofício e a Mesa da Consciência e Ordens) e o Algarve, em matéria de estatutos de limpeza de sangue. Como se fazia essa articulação é a questão central a tratar neste texto.
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VAQUINHAS, Nelson, "A escrita, a informação e a honra: as provas de limpeza de sangue no Algarve setecentista", in Promontoria Monográfica História do Algarve, n.º 3: Apontamentos para a História das Culturas de Escrita: da Idade do Ferro à Era Digital, Faro, Centro de Estudos em Património, Paisagem e Construção da FCHS da Universidade do Algarve, 2016, pp. 135-153. ISBN: 978-989-8859-00-6.