A língua portuguesa no mundo: a Universidade de Évora e a actividade missionária.

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Universidade de Évora

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Não são necessárias razões para, a propósito da língua portuguesa, se evocar o nome de Pe. António Vieira. Vai sem dizer que não estão a confundir-se efemérides comemorativas – o ano Centenário do nascimento do jesuíta barroco e os 450 anos da fundação da Universidade de Évora, a par dos 250 da sua interrupção forçada –, nem a estabelecer-se entre elas ligações artificiais. Dá-se é o caso de Vieira encarnar o “protótipo do missionário” (Maria Lucília Gonçalves Pires, O protótipo do Missionário em textos de Vieira, 1997), coisa que calha a propósito da “Acção missionária da Universidade de Évora” (António Fernando M. Janela, Alvoradas, 1960-62) fora do continente europeu, onde os destinatários eram gentios e infiéis. O assunto, porque ligado ao estabelecimento do ensino jesuítico numa das principais cidades do reino, não espera defesa nem ilustração. Por diferentes que tenham sido as trajectórias dos protagonistas desta acção missionária e a fortuna do seu labor nos ministérios da pregação, da catequese e da confissão, os dois séculos que constituíram o primeiro ciclo de existência da Universidade de Évora foram também de integração no “Ciclo do Império” (Rosado Fernandes, A Universidade de Évora – Ontem), pela vivência do apostolado missionário que o Instituto de Loyola abraçava.

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