As praxes académicas na Universidade de Évora
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Universidade de Évora
Abstract
A temática “praxes académicas” parece não reunir consensos, verificando-se
uma ausência de instrumentos avaliativos e investigações, das perspectivas de
diferentes elementos da comunidade académica, relativamente ao fenómeno.
Nesta linha, a presente investigação distribuiu-se por dois estudos: avaliação
das características psicométricas e resultados do Questionário sobre as Praxes
Académicas – QPA (Chaleta, 2009) aplicado a 504 alunos do 1º ano da Universidade
de Évora (estudo quantitativo); investigação dos aspectos positivos, negativos e
sugestões para as praxes, referidos pelos alunos (estudo qualitativo A) e das
percepções de 72 elementos da comunidade académica sobre o fenómeno (estudo
qualitativo B).
Não reunidas condições para confirmação da aferição e validação do QPA, os
seus resultados, a par das análises efectuadas aos estudos qualitativos A e B
mostram que a prática praxística parece não reunir total consenso entre diferentes
elementos da comunidade académica, reconhecendo-se, todavia, a pertinência do seu
contributo para diversos domínios da vida dos alunos; ABSTRACT: College hazing topic doesn’t seem to gather consensus, besides, there seems
to be a lack of evaluation tools and research towards the perspectives that different
elements of the academic community have in relation to this phenomenon.
According to this, this research was divided into two different studies: evaluation
of psychometric properties and results of the Academic Hazing Questionnaire – QPA
(Chaleta, 2009), applied to 504 1st year students from Évora University (quantitative
study); investigation of the positive, negative aspects and suggestions towards this
practice, referred by the students (qualitative study A) and the perceptions that 72
elements of the academic community have about this phenomenon (qualitative study
B).
The conditions for the QPA validation weren’t found, however, QPA results,
along with the analysis carried out with qualitative studies A and B, showed that the
hazing practice doesn’t seem to build consensus among the different elements of
academic community, recognizing, however, the relevance of its contribution to multiple
domains of students’ life.