Breves Notas sobre Análise Prospectiva.
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Universidade de Évora
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O início do interesse pelos estudos de prospectiva situa-se, sobretudo, nos anos 30 do século XX, com os trabalhos de Gilfillan e Ogburn (Henshel, 1982) e prossegue com mais
visibilidade nos anos 50, através de algumas iniciativas orientadas para prever o comportamento humano no que respeitava à estabilidade do casamento ou da violação das
saídas temporárias de prisão (Moniz e Godinho, 2001: 4). Desde então, a análise prospectiva foi-se assumindo, ainda que de forma tímida e sem absoluta unanimidade sobre as suas vantagens, trilhando um caminho pontuado ora por críticas sobre o recurso a este tipo de análise sustentado na "previsão" castradora do desenvolvimento (mais rápido) das técnicas utilizadas, ora por argumentos favoráveis ao seu uso no âmbito dos processos de análise e tomada de decisão. Autores como G. Berger (1957)3, De Jouvenel (2000) e M. Godet (1993)evidenciaram a utilidade da análise prospectiva e propuseram métodos e técnicas para a sua institucionalização em diversos campos científicos, fundados na expectativa de encontrarem “a chave da mudança social e, com ela, reduzir a incerteza do futuro” (Boudon, 1977: 19). (...)