Conflitos Ambientais e Progresso Técnico na Indústria Mineira em Portugal (1858-1938)
| dc.contributor.author | Guimarães, Paulo Eduardo | |
| dc.contributor.editor | Amorim, Inês | |
| dc.contributor.editor | Pinto, Sara | |
| dc.contributor.editor | Silva, Luís Sousa | |
| dc.date.accessioned | 2017-03-10T18:09:21Z | |
| dc.date.available | 2017-03-10T18:09:21Z | |
| dc.date.issued | 2016-12-15 | |
| dc.description.abstract | Este texto explora o papel que os custos ambientais tiveram nas estratégias de desenvolvimento tecnológico por parte das companhias mineiras em Portugal numa época marcada pelo liberalismo e por incentivos dos vários governos a iniciativas capitalistas, em nome do ideal progressista. A análise empírica centra-se, em especial, nas grandes explorações da faixa piritosa alentejana cuja expansão e sobrevivência no mercado mundial dependeu da sua capacidade para explorar filões de sulfuretos com teores muito baixos de metais (com destaque para o cobre). A escala das operações tornou-se um elemento-chave para explicar as queixas recorrentes de lavradores e de proprietários, com custos imprevisíveis, bem como os projetos de valorização local dos minérios que exigiram grandes investimentos em infraestruturas. Neste contexto, o desenvolvimento precoce da hidrometalurgia pelo processo de “cementação natural” feito na mina de São Domingos dispensava a queima do minério em fornos abertos que acarretava grandes custos para a saúde e para a economia das populações locais. Deste modo, a nova tecnologia permitiu transferir os custos ambientais dos proprietários e lavradores (que se traduziam em pesadas indemnizações) para os pescadores e diluir as suas responsabilidades na contaminação do rio Guadiana graças à existência de outras minas concorrentes na raia (Huelva, Espanha). Conflitos semelhantes desenvolveram-se na bacia hidrográfica do Sado, nos princípios do século XX, com a reativação das minas de Aljustrel e da Caveira (concelho de Grândola), quando a mesma tecnologia foi adotada. A separação formal e geográfica da transformação do enxofre para o fabrico do ácido sulfúrico, feito no Barreiro, Estarreja, Setúbal e na Achado do Gamo (São Domingos, Mértola) iria marcar os conflitos emergentes no século XX em torno dos fumos, que se mantiveram contidos durante o período de ditadura. | por |
| dc.identifier.authoremail | peg@uevora.pt | |
| dc.identifier.citation | Guimarães, Paulo E. (2016) - "Conflitos Ambientais e Progresso Técnico na Indústria Mineira em Portugal (1858-1938)". In «CEM/Cultura, Espaço & Memória». Porto: CITCEM/Edições Afrontamento, nº 7, 2016. Dossier temático «Cruzar fronteiras: ligar as margens da história ambiental/Crossing Borders: connecting edges of environmental history». Dir. Maria Cristina Almeida e Cunha; Editores do dossier temático Inês Amorim, Luís Sousa Silva, Sara Pinto. | por |
| dc.identifier.issn | 2182-1097-06 | |
| dc.identifier.scientificarea | 733 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/20813 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.peerreviewed | yes | por |
| dc.publisher | CITCEM/Edições Afrontamento | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | História da Tecnologia (Hidrometalurgia) | por |
| dc.subject | Conflitos Ambientais (Portugal, séculos XIX-XX) | por |
| dc.subject | História Económica e Social - Tecnologia | por |
| dc.title | Conflitos Ambientais e Progresso Técnico na Indústria Mineira em Portugal (1858-1938) | por |
| dc.type | article | por |
| degois.publication.firstPage | 141 | por |
| degois.publication.issue | 1 | por |
| degois.publication.lastPage | 159 | por |
| degois.publication.location | Porto | por |
| degois.publication.title | CEM/Cultura, Espaço & Memória | por |
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