Sustentar a Inquisição com rendimentos eclesiásticos: uma aproximação ao tema (séculos XVI-XVIII)
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Este trabalho, desenvolvido no âmbito de um projecto de doutoramento mais amplo, tem como objectivo analisar as razões que levaram a coroa portuguesa a consignar ao tribunal da Inquisição rendimentos com origem nos bens da Igreja. Far-se-á uma tentativa de contribuir para desmistificar a ideia que a actividade persecutória do Santo Ofício era a principal fonte de
financiamento desta instituição.
Por um lado, analisar-se-á o processo que levou à aplicação destas rendas à Inquisição e, por outro, tentar-se-á perceber qual o papel que estes réditos desempenhavam no cômputo global
das receitas auferidas por cada um dos tribunais metropolitanos portugueses: Coimbra, Évora e Lisboa. Para além disso, dar-se-á atenção a alguns momentos de maior conflito/resistência dos
cabidos no pagamento destes novos direitos à Inquisição.
No final, conclui-se que os rendimentos eclesiásticos, a par dos dinheiros entregues aos tribunais com origem nos bens confiscados e da tença do tabaco, constituíam os pilares financeiros do Santo Ofício português,ainda que de forma diferenciada nas três mesas inquisitoriais em apreço.
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LOPES, Bruno, «Sustentar a Inquisição com rendimentos eclesiásticos: uma aproximação ao tema (séculos XVI-XVIII)», In García Fernández, Máximo (edi.), Familia, Cultura Material y Formas de Poder en la España Moderna, Madrid, Fundación Española de Historia Moderna, 2016, pp. 737-749.