Os muçulmanos de Portugal: a lusofonia como metáfora (sés. XII-XV)

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Universidade de Évora- Escola de Ciências Sociais

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A lusofonia é entendida, neste texto, como um conceito cultural restrito, que envolve a noção de uma portugalidade possível nos períodos considerados. Metáfora, mais do que a verdadeira projeção do conceito tal como o entendemos hoje, implica contudo um similar movimento de aculturação que acompanha uma primeva colonização, a do próprio território português. Diferentemente, contudo, se postula o processo de construção histórica desta lusofonia muçulmana (como, de resto, também da judaica). Por um lado, porque se limita ao espaço do Reino, para, apenas depois do édito de expulsão/conversão de 1496 se projetar para além dele; por outro, porque implica, de fato, uma apreensão integradora do outro, enquanto membro de uma mesma comunidade linguística, de um espaço comum e de um mesmo poder. A lusofonia apela, pois, a uma metáfora de pertença e não de exclusão, redimindo uma outra faceta do Muçulmano que não a do simples e mais visível confronto armado: a da sua participação, ao lado da minoria judaica, na construção da Europa. Dito de outra forma, o Muçulmano enquanto parte de nós.

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“Os muçulmanos de Portugal: a lusofonia como metáfora (sés. XII-XV)”, in Tópicos Transatlânticos: Emergência da Lusofonia num Mundo Plural, ed. de Silvério da Rocha-Cunha, Noémi Marujo, Cláudia Teixeira, Marco Martins, Paulo Rodrigues e Mª do Rosário Borges, Évora, Universidade de Évora- Escola de Ciências Sociais, 2012, Cap. VIII, pp. 99-108.

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