"Mudejaren in Portugal: Identität und Akkulturation" in Integration -Segregation - Vertreibung. Religiöse Minderheiten und Randgruppen auf der Iberishen Halbsintel (7. bis 17. Jahrhundert)
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O muçulmano do reino português, como os demais dos reinos ibéricos, evolui na diacronía em função da afirmação cristianocêntrica da sociedade em que se insere. As construções identitárias são interdependentes e complementares. O Outro, representado pelo judeu e pelo muçulmano, condiciona definitivamente a formulação dos colectivos cristãos, como estes, enquanto maioria, estruturam os trajectos possíveis dos grupos minoritários, em termos políticos económicos, sociais e culturais. O mudéjar português exemplifica cabalmente este processo, no que aos séculos XIV e XV se refere. Imprime ao seu discurso identitário um código comunicativo, comum, o português e adopta comportamentos e valores sociais e económicos da maioria. Paralelamente, a sua adscrição confessional remete para o interior da comunidade critérios diferenciadores e singulares de uma identidade que se veicula através da língua litúrgica, o árabe, de um capital onomástico diferenciado, de uma apreensão própria do espaço através dos seus bairros próprios, as mourarias, ou ainda do próprio vestuário. A coesão do grupo muçulmano materializa-se, pois, na paisagem humana e física do reino português, como, de resto, nos demais espaços peninsulares.
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"Mudejaren in Portugal: Identität und Akkulturation" in Integration -Segregation - Vertreibung. Religiöse Minderheiten und Randgruppen auf der Iberishen Halbsintel (7. bis 17. Jahrhundert)