Sociologia da Saúde. Estudos e Perspectivas

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Pé de Página

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Na aproximação ao risco e, sobretudo, aos riscos genéticos, o privilégio de não tomar uma decisão ou de não fazer uma escolha é abolido. Mas esta responsabilidade para agir, geneticamente imposta, pode também ser concebida como um processo de resistência às tentativas de imposição de uma identidade unificada e, nesse sentido, constituir-se como um processo de transformação e diferenciação, sempre pautado por uma imensidão de escolhas activas, nomeadamente ao nível do envolvimento com o seu corpo e com a medicina. Assim, a escolha e a decisão, face aos riscos de saúde, podem ser equacionadas como modelos voluntaristas de acção, que podem ser usados negativamente na recusa ou resistência, tal como positivamente na afirmação e colaboração.

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