Os sistemas agro-silvo-pastoris
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Gomes, António
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A principal restrição climática atuante no território de Portugal Continental prende-se com a natureza do chamado Clima Mediterrânico, no qual, invariavelmente, ocorrem um período excessivamente húmido e um outro excessivamente seco.
O nosso clima é pouco propício ao desenvolvimento e crescimento vegetal, pois, no inverno, quando a radiação incidente e as temperaturas são menores, frequentemente ocorrem excessos de água e, na primavera e verão, quando as temperaturas e a radiação incidente são maiores e mais propícias ao desenvolvimento das plantas, não chove. Portanto, as culturas de verão só são viáveis onde é possível regar, o que vai aumentar, significativamente, o custo de produção.
Do ponto de vista litológico também não temos condições favoráveis, dado que cerca de três quartos do nosso território são constituídos por rochas ígneas ou metamórficas ácidas, rochas em que os minerais constituintes são pobres em cálcio e outros nutrientes importantes para o crescimento das plantas. Assim, para a maior parte das culturas, os nossos solos são pobres e, por conseguinte, o desenvolvimento das plantas exige fertilização/adubação o que vai, também, encarecer a produção, diminuindo, ainda mais, a sua competitividade.
Conclui-se que as nossas condições edafo-climáticas não são propícias ao desenvolvimento de muitos sistemas de produção.
Em grande parte do nosso território interior, face às restrições ambientais aí prevalecentes, os sistemas agro-silvo-pastoris são a melhor alternativa agrícola possível. Presentemente, uma das maiores fontes de rendimento destes sistemas provem da produção de carne.
Neste trabalho indicam-se algumas medidas de apoio à preservação e alavancagem destes sistemas.
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Citation
Coelho, José P. e António Pinheiro, 2019, "Os sistemas agro-silvo-pastoris", Cadernos de Economia, Outubro/Dezembro.